Tecnologia

George Clooney alerta para os perigos da inteligência artificial ao cinema

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Ator e cineasta aponta riscos da tecnologia para confiabilidade das informações e o futuro da mídia

George Clooney durante o Festival de Veneza fazendo discurso sobre IA
Imagem: CNN Brasil

Durante evento em Veneza, George Clooney comentou sobre os avanços na inteligência artificial e seus impactos no jornalismo, na confiança do público e na indústria cinematográfica.

Na abertura do Festival de Cinema de Veneza nesta quarta-feira (2), o ator, diretor e ativista George Clooney fez uma alerta sério sobre os avanços da inteligência artificial (IA) e suas possíveis consequências para o cinema e a sociedade. Segundo Clooney, o desenvolvimento de tecnologias como o deepfake e o conteúdo gerado por IA estão dificultando a distinção entre o que é real e o que é fabricado, criando um desafio sem precedentes para jornalistas, governos e o público em geral.

“Está ficando cada vez mais difícil para nós discernirmos a verdade”, declarou Clooney aos repórteres, ressaltando que essa dificuldade pode prejudicar a confiança nas informações legítimas. O ator destacou que a tecnologia emergente pode levar as pessoas a duvidarem até mesmo de evidências concretas, pois a propagação de conteúdos falsos se torna mais sofisticada. “Quando você vê coisas reais que são realmente verdadeiras, as pessoas podem pensar: ‘Isso é falso’”, afirmou, expondo uma preocupação que muitos especialistas já levantaram a respeito do impacto da IA na veracidade dos fatos.

O vencedor duas vezes do Oscar, que também é conhecido por suas ações em prol da justiça social, mencionou que recentemente conversou com desenvolvedores de IA e afirmou não estar convencido de que as salvaguardas atuais são suficientes para controlar os avanços rápidos na área. Ele brincou ao dizer que não quer imaginar sua imagem sendo usada para publicidade anos após sua morte: “Gostaria de evitar aparecer em um comercial de absorventes 20 anos depois de minha morte”, comentou, demonstrando seu receio de como a inteligência artificial pode ser manipulada.

Além das questões relacionadas ao cinema, Clooney fez uma ligação com o jornalismo e a propriedade da mídia, que hoje estaria concentrada nas mãos de poucos indivíduos ricos. Segundo ele, proprietários de grandes veículos como o Washington Post e o Twitter, supostamente controlados por Jeff Bezos e Elon Musk, representam um fator preocupante na atualidade, pois essas mudanças podem aumentar ainda mais os desafios enfrentados pela imprensa independente. “A situação do jornalismo está sempre em constante mudança, sempre sob desafio”, concluiu, ressaltando que acredita que, apesar de tudo, a informação acabará encontrando seu caminho.

O ator, que está em Veneza para receber o Leão de Ouro pelo conjunto de sua carreira, também falou sobre o momento de sua vida, aos 65 anos. Ele comentou que envelhecer traz uma certa melancolia, brincando que percebe mudanças até nos detalhes mais simples, como a aparência dos dentes. Sua presença no festival e seu discurso reforçam sua preocupação com o futuro, não apenas do cinema, mas também do acesso à verdade em uma era dominada por avanços tecnológicos cada vez mais sofisticados, com impacto direto na forma como consumimos e confiamos nas informações.

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O que sabemos?

  • George Clooney alertou sobre riscos da inteligência artificial ao cinema e ao jornalismo
  • Tecnologias como deepfake dificultam distinguir verdade de ficção
  • Clooney esteve no Festival de Veneza para receber homenagem
  • Ele afirmou que desenvolvedores de IA ainda não têm salvaguardas eficazes
  • O ator também comentou o impacto da concentração de propriedade da mídia

Fontes

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