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Estudo revela que o DNA influencia até 10% da personalidade humana

Em apuração ?

Pesquisa amplia compreensão sobre o papel genético na formação dos traços comportamentais

Representação gráfica do DNA com traços de personalidade associados
Imagem: Aventuras na História

Análise inédita que examinou o código genético de mais de um milhão de pessoas aponta que o DNA tem impacto limitado na personalidade, mas traz insights importantes para a ciência.

Uma pesquisa recente publicada na revista Nature trouxe novos insights sobre a relação entre genética e personalidade humana, sugerindo que o DNA influencia até 10% dos traços de personalidade. Segundo a fonte, o estudo analisou o código genético de mais de um milhão de indivíduos, buscando compreender de que forma os fatores genéticos moldam comportamentos como extroversão, amabilidade, conscienciosidade, neuroticismo e abertura a experiências.

A investigação, que envolveu dados de 46 grupos de estudo, identificou 1.260 variantes genéticas comuns associadas a esses cinco grandes traços. Segundo a fonte, os participantes responderam a questionários e forneceram amostras de DNA, permitindo que os pesquisadores mapeassem quais dessas variantes estavam constantemente relacionadas ao comportamento. Ainda segundo a fonte, o trabalho é considerado um avanço na área, pois amplia a capacidade de pesquisa para entender de que maneira a genética influencia a personalidade.

De acordo com um dos autores do estudo, a descoberta demonstra que estamos em um momento importante na pesquisa do comportamento humano. Ele afirmou que “as 1.260 variantes podem ser encaradas como um testamento ao fato de que agora temos o poder de responder perguntas que antes eram consideradas imprevisíveis”. Além disso, a análise revelou que essas variantes genéticas também estão relacionadas a resultados práticos na saúde e no estilo de vida. Por exemplo, indivíduos com marcadores de extroversão apresentaram maior probabilidade de contrair Covid-19 no início da pandemia, comportamento explicado pelo epidemiologista da Universidade de Bristol, que também participou do estudo. Ele afirmou que, com a flexibilização das regras de interação social, naturalmente quem sente mais falta de contato tende a tirar maior proveito do relaxamento, explicando o aumento na exposição ao vírus.

Outro ponto destacado foi a relação entre o traço de conscienciosidade e o envelhecimento mais saudável, com menor incidência de hospitalizações, o que reforça a importância de fatores genéticos na saúde. Por sua vez, o neuroticismo, que está associado a dez transtornos psiquiátricos diferentes, também foi alvo de análises, gerando questionamentos sobre teorias tradicionais. Conforme a fonte, um sociólogo que não participou do estudo pontuou que esses dados desafiam a ideia de que o neuroticismo é movido predominantemente pelos níveis de serotonina, substância química relacionada ao bem-estar.

Por fim, a pesquisa reforça que, apesar dos avanços, o impacto do DNA na personalidade é limitado: a genética explica de cinco a dez por cento das variações comportamentais, e o ambiente e a história de vida continuam exercendo influência fundamental. A equipe científica descartou a possibilidade de usar esses dados para prever individualmente a personalidade de alguém, defendendo que testes psicológicos tradicionais continuam sendo mais eficazes para esse fim, pois, segundo eles, a medição direta ainda é o método mais preciso.

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O que sabemos?

  • A pesquisa analisou o DNA de mais de um milhão de pessoas.
  • Foram identificadas 1.260 variantes genéticas relacionadas aos traços de personalidade.
  • O estudo mostrou que o DNA influencia até 10% da personalidade humana.
  • Indivíduos com marcadores de extroversão tiveram maior risco de contrair Covid-19.
  • A genética tem impacto limitado, entre cinco e dez por cento, na formação da personalidade.

Fontes

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