Por que o 'prompt' foi superado nas novas formas de uso da inteligência artificial
Entenda como 'loops' e 'graphs' representam a próxima etapa da IA além da comunicação direta por comandos
Desde 2023, o conceito de prompt guiou a interação com a IA, mas nos últimos anos essa abordagem vem sendo substituída por formas mais complexas e organizadas de operação da inteligência artificial, segundo especialistas do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro.
Com o avanço acelerado da inteligência artificial generativa desde 2023, o modelo tradicional de interação baseado em prompts — instruções claras e diretas para que as IAs executem tarefas — passou a mostrar suas limitações. Quem explica essa evolução é um advogado e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, que acompanha de perto essas transformações tecnológicas.
Segundo ele, o uso da IA pode ser compreendido em quatro fases distintas. Inicialmente, até 2024, predominou o modelo "respondedor", no qual o usuário formulava perguntas e a IA respondia, numa comunicação direta e simples. A partir de 2025, a introdução da IA agêntica mudou o paradigma: em vez de simples perguntas, o usuário passou a definir objetivos, e agentes inteligentes internamente estruturavam os próprios comandos — os chamados prompts — para organizar suas tarefas, enquanto o humano supervisionava o processo, como um maestro regendo uma orquestra.
Mas essa não é a etapa mais avançada. Em 2026, surgiram duas outras formas revolucionárias de aproveitar a IA: os chamados loops (laços) e graphs (grafos). Nesses modelos, o foco deixa de ser o prompt isoladamente ou mesmo o agente individual. O que realmente importa é a dinâmica do conjunto, ou seja, como diferentes agentes e processos se engajam e se organizam para alcançar resultados mais complexos e autônomos.
Esse avanço significa que a antiga profissão de "engenheiro de prompts" — que seria aquela pessoa especializada em escrever instruções eficazes para a IA — relata estar se tornando obsoleta. Embora o prompt ainda exista, ele virou um detalhe diminuto perto da importância de compreender e organizar esses sistemas inter-relacionados, que formam estruturas inteligentes mais amplas e dinâmicas.
De acordo com o especialista do Instituto, esse movimento representa uma mudança no papel do trabalho humano na relação com as máquinas, que não é mais apenas comandar, mas supervisionar ecossistemas inteligentes com múltiplas interações internas. Assim, a inteligência artificial se transforma radicalmente, incorporando níveis maiores de autonomia e colaboração entre agentes.
Em resumo, o conceito de prompt, tão fundamental para a interação com IA em 2023 e 2024, já cedeu espaço para abordagens mais sofisticadas e integradas, que prometem ampliar a capacidade e o alcance dessas tecnologias nos próximos anos.
O que sabemos?
- Desde 2023, o prompt guiava a interação com IA generativa.
- Até 2024, a IA funcionava principalmente no modelo "respondedor" (perguntas e respostas).
- Em 2025, surgiu a IA agêntica, com agentes que criam seus próprios prompts para atingir objetivos definidos pelo usuário.
- Em 2026, loops e graphs passaram a ser formas predominantes, onde o conjunto e a organização dos agentes são mais importantes que os prompts individuais.
O que ainda não foi confirmado?
- Informação divulgada apenas pela Folha de S.Paulo; aguardando outras fontes.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
