Estudos revelam que chuvas na Amazônia movem o centro de massa da Terra
Fenômeno natural causado pelo deslocamento de água e gelo influencia a posição do planeta
Pesquisa da Nasa aponta que as variações na distribuição de água, gelo e ar na Terra, especialmente na Amazônia, provocam pequenos deslocamentos no centro de massa do planeta ao longo do ano.
Segundo informações divulgadas por uma pesquisa conduzida por cientistas da Nasa, o centro de massa da Terra, ou seja, o ponto de equilíbrio do planeta, não permanece fixo e sofre pequenas mudanças devido às variações na distribuição de água, gelo e ar em diferentes regiões do globo. Essas alterações, que ocorrem ao longo do ano, afetam diretamente a posição do centro de massa, fenômeno natural que se dá sobretudo nas épocas de maior ou menor acumulamento dessas massas.
Conforme detalha a fonte, uma equipe liderada pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) desenvolveu um método para calcular com maior precisão as mudanças na localização do centro de massa durante diferentes estações. Entre os fatores considerados estão o derretimento de neve, o deslocamento dos oceanos e a maior concentração de ar mais denso durante o inverno. Esses movimentos parecem ser pequenos — cerca de alguns milímetros — porém possuem relevância científica, pois representam deslocamentos de até 7 milímetros nas estimativas mais recentes feitas em 2017 e 2023, o que pode parecer pouco, mas é bastante relevante para medições astronômicas de alta precisão.
Um dos momentos de maior impacto na movimentação da massa terrestre ocorre em abril, quando a Bacia Amazônica registra sua maior quantidade de água acumulada, aproximadamente 2.400 gigatoneladas, devido às intensas chuvas na região. Segundo a fonte, esse volume desloca o centro de massa do planeta cerca de 2,2 milímetros em direção à América do Sul, uma variação que faz parte de um padrão anual de deslocamentos relacionados às mudanças de massa ao redor do mundo. Outros períodos de destaque ocorrem em março, quando há máxima acumulação de neve na América do Norte e na Eurásia, deslocando o centro de massa em direção ao Polo Norte, e entre agosto e outubro, com o derretimento do gelo e o aumento do volume dos oceanos, especialmente no Pacífico.
Durante esse período, os fenômenos naturais, como as chuvas de monção no Sudeste Asiático, também exercem influência significativa, acumulando aproximadamente 600 gigatoneladas de água e provocando novos deslocamentos na posição do centro de massa da Terra. Uma especialista da equipe explica que esse movimento contínuo é resultado da interação entre diferentes processos naturais, que vão desde o armazenamento de água na atmosfera até o deslocamento de gelo e água pelos oceanos. Ainda não há confirmação de que esse estudo seja definitivo, e outros especialistas aguardam novas análises e confirmações por outras fontes, uma vez que a pesquisa foi divulgada apenas pela revista Aventuras na História.
Portanto, embora esses deslocamentos sejam pequenos, eles demonstram uma dinâmica fascinante do funcionamento do planeta, que está em constante movimento mesmo em escalas imperceptíveis ao olho humano. Entender esses ciclos é importante para ampliar o conhecimento sobre a estrutura física da Terra e sua interação com o clima e o meio ambiente ao longo do tempo.
O que sabemos?
- A posição do centro de massa da Terra sofre pequenas mudanças ao longo do ano devido às variações na distribuição de água, gelo e ar.
- A maior mudança ocorre em abril, com aproximadamente 2,2 milímetros de deslocamento em direção à América do Sul devido às chuvas na Amazônia.
- Outros períodos com deslocamento significativo incluem março (máximo de neve na América do Norte e Eurásia) e entre agosto e outubro (derretimento do gelo e aumento dos oceanos).
- Estudos recentes da Nasa estimam diferenças de até 7 milímetros entre as medições feitas em 2017 e 2023.
Fontes
- Aventuras na História fonte especializada





