Especialistas discutem impacto da inteligência artificial na economia brasileira
Economista sugere estratégias para o Brasil aproveitar a onda tecnológica global
Uma professora da USP destaca três áreas que o Brasil deve focar na era da inteligência artificial, ressaltando a importância de uma governança democrática e infraestrutura adequada.
Com o avanço acelerado da inteligência artificial (IA), especialistas apontam que o Brasil pode se beneficiar de diversas formas na nova onda tecnológica que está se consolidando mundialmente. Segundo uma professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, ex-sócia da consultoria EY e ex-diretor da Microsoft, há três frentes principais em que o país deveria atuar para aproveitar esse momento estratégico.
A primeira seria a defesa de uma governança democrática que impeça o domínio de poucas empresas e que evite a sustentação de regimes autoritários, uma preocupação importante diante do poder crescente de algumas gigantes tecnológicas. Ainda segundo a especialista, é fundamental fortalecer o uso da tecnologia no Brasil, ao invés de apostar exclusivamente na criação de novas empresas para competir com EUA e China. Essa estratégia visa consolidar o país como um consumidor e utilizador avançado dessas inovações, facilitando a adaptação e a economia de escala.
Por fim, ela destaca que é urgente a implementação de políticas públicas voltadas à construção de uma infraestrutura robusta, especialmente a instalação de data centers. Esses centros são essenciais para armazenar e processar a enorme quantidade de dados que a IA demanda, garantindo a segurança e a eficiência do uso dessas tecnologias no território nacional. Ainda não há uma confirmação oficial de um plano concreto do governo nesse sentido, e o próprio setor ainda aguarda mais detalhes.
Essa visão é apoiada por referências a uma teoria econômica consolidada há mais de um século por Joseph Schumpeter, que concebia as ondas tecnológicas como grandes transformações impulsionadas por avanços tecnológicos periódicos. Atualmente, o mundo estaria vivendo a transição entre a quinta onda, centrada na tecnologia da informação, e a sexta, marcada pelo avanço de máquinas e sistemas capazes de realizar tarefas antes exclusivas dos humanos. Nesse contexto, a inteligência artificial aparece como uma força motriz dessa nova etapa, trazendo oportunidades, mas também desafios para os países que desejam se posicionar bem nesse cenário.
Apesar de as informações estarem sendo divulgadas por uma única fonte até o momento, ainda não há confirmações de outros órgãos ou instituições sobre esses planos específicos para o Brasil, e o governo não se pronunciou oficialmente até o momento.
O que sabemos?
- Uma professora da USP destaca três frentes para o Brasil na era da IA: governança democrática, fortalecimento do uso da tecnologia nacional e implementação de políticas públicas para data centers.
- A teoria econômica de Joseph Schumpeter explica que ondas tecnológicas trazem transformações profundas na economia mundial.
- O Brasil é considerado um potencial beneficiário da onda de IA, com possibilidades de crescimento e desenvolvimento.
- Ainda não há confirmação oficial do governo brasileiro acerca dessas estratégias específicas.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa




