Todas as praias de Santos estão impróprias para banho nesta semana, aponta Cetesb
Levantamento informa que as sete praias monitoradas na cidade apresentam contaminação bacteriana acima do permitido
Segundo o boletim mais recente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, as sete praias monitoradas em Santos estão impróprias para banho. A contaminação pode trazer riscos de doenças como hepatite A e gastroenterite. Outras cidades da Baixada Santista têm pelo menos metade das suas praias próprias para banho.
As sete praias de Santos, no litoral paulista, foram classificadas como impróprias para banho nesta semana, segundo dados divulgados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). O levantamento, que vale até quinta-feira (3), aponta que nenhum dos pontos monitorados na cidade está com a qualidade da água considerada adequada para o banho de mar.
O boletim integra um estudo semanal que avalia praias da Baixada Santista, onde, ao todo, são monitorados 17 pontos com restrições, sete deles em Santos. Já nas demais cidades analisadas, como São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Mongaguá, Bertioga, Itanhaém e Peruíbe, pelo menos metade das praias avaliadas apresentam índice de contaminação considerado dentro dos limites para o uso seguro.
A classificação da Cetesb se baseia na presença de enterococos, bactérias indicadoras de contaminação fecal, na água do mar. Conforme a metodologia, uma praia é considerada imprópria caso duas das cinco amostras coletadas nas últimas cinco semanas ultrapassem 100 unidades formadoras de colônia (UFC) por 100 ml de água, ou se a amostra mais recente superar 400 UFC por 100 ml. As praias impróprias recebem sinalização de bandeira vermelha, que indica o risco ao banhista.
De acordo com a Cetesb, a água contaminada pode ser veículo para a transmissão de doenças graves, como hepatite A, cólera e gastroenterite, o que reforça a recomendação para evitar o banho de mar nas áreas com bandeira vermelha. A próxima atualização do levantamento está prevista para a quinta-feira (3).
Enquanto Santos enfrenta índices preocupantes em sua totalidade, outras cidades da região apresentam situação menos crítica, com ao menos metade das praias sinalizadas com a bandeira verde, indicativa de qualidade adequada para o uso público.
Além do cenário ambiental, é relevante destacar que a Baixada Santista também abriga expressivas obras artísticas que compõem a identidade cultural local. Um exemplo marcante foi o espanhol Luis Garcia Jorge, escultor que viveu na região até o final dos anos 1990 e deixou seu legado na Baixada. Nascido em 12 de junho de 1931, em Zamora, Espanha, Luis chegou a Santos em 1960, onde atuou como professor de desenho e pintura, além de se destacar como decorador e criador de cenografia para eventos culturais locais.
Garcia Jorge contribuiu para a cultura santista também através de esculturas em bronze e terracota, tendo produzido muitos dos ambientes temáticos para festas de clubes tradicionais, como Caiçara e Ilha Porchat, e para o Carnaval da cidade. Seu trabalho até hoje está presente, especialmente em São Vicente, onde construiu um atelier próximo à sua residência. A vida e obra do artista refletem a riqueza cultural da região, contrastando com os desafios ambientais evidenciados nas praias atualmente.
O que sabemos?
- As sete praias monitoradas em Santos estão impróprias para banho nesta semana, segundo a Cetesb.
- O levantamento considera amostras coletadas ao longo de cinco semanas consecutivas.
- A presença de enterococos é o indicador utilizado para classificar as praias na Baixada Santista.
- Praias são consideradas impróprias com base em limites específicos de concentração dessas bactérias.
- Outras cidades da Baixada Santista apresentam ao menos metade das praias próprias para banho.
- Luis Garcia Jorge, nascido em 12 de junho de 1931 em Zamora, Espanha, chegou a Santos em 1960.
- Ele trabalhou como professor e artista na região até o final da década de 1990.
- Luis Garcia Jorge destacou-se na criação de cenografia para festas e Carnaval em Santos, e construiu um atelier em São Vicente.
Fontes
- G1 imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa
- G1 imprensa





