Pesquisadores da USP buscam voluntários saudáveis para estudo sobre anemia rara
Projeto pretende compreender os mecanismos da falência da medula óssea e ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos
Estudo na USP de Ribeirão Preto busca pessoas de 20 a 60 anos sem doenças hematológicas para doação de medula óssea, visando investigar alterações celulares na anemia aplástica imune.
Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP) estão em busca de voluntários saudáveis para participar de um estudo que pode expandir o entendimento sobre uma doença rara e grave chamada anemia aplástica imune. Segundo informações divulgadas pela própria instituição, a pesquisa, que ainda não teve confirmação oficial de outras fontes, pretende investigar alterações epigenéticas (mecanismos que regulam a expressão dos genes) relacionadas à falência da medula óssea, que é responsável pela produção de células sanguíneas. A doença opera de forma silenciosa, levando a uma produção insuficiente de células do sangue, o que pode gerar complicações sérias ao paciente.
De acordo com o que foi divulgado, o estudo intitulado "Caracterização das alterações epigenéticas na anemia aplástica imune" busca comparar amostras de medula óssea de pacientes diagnosticados com a doença com amostras de pessoas saudáveis, formando um grupo de comparação. A participação é aberta a indivíduos de 20 a 60 anos, que não tenham sido diagnosticados com anemia aplástica ou outras doenças do sangue. Para participar, o interessado deve estar disponível para uma coleta de aproximadamente 50 mililitros de medula óssea, procedimento realizado por punção com anestesia local, realizado por uma equipe especializada no Hemocentro de Ribeirão Preto. Segundo a fonte, a anestesia tem o objetivo de minimizar qualquer desconforto durante o procedimento.
A participação no estudo exige que o voluntário assine um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, podendo desistir a qualquer momento sem qualquer prejuízo. Além disso, o estudo prevê o uso exclusivo das amostras coletadas para as análises propostas, que serão voltadas a entender melhor os mecanismos de falência da medula óssea e, futuramente, contribuir com melhorias no diagnóstico e tratamento da doença. Os interessados podem obter mais informações pelo WhatsApp (16) 98200-7719 ou pelo e-mail [email protected]. A pesquisadora responsável pelo estudo é a professora Laisa Yasmin de Souza, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Oncologia Clínica, Células Tronco e Terapia Celular da FMRP, sob orientação do professor Rodrigo Calado.
Apesar de ainda não ter sido confirmado oficialmente por outras fontes, a iniciativa é vista como uma potencial avanço na pesquisa sobre uma condição que, apesar de rara, pode levar a complicações sérias. A expectativa é que os resultados ajudem a identificar novos marcadores e estratégias para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da anemia aplástica imune, beneficiando, no futuro, pacientes que enfrentam a doença. Enquanto aguarda confirmação mais ampla, a proposta destaca a importância da participação de voluntários saudáveis para a ciência avançar nesse campo tão delicado.
O que sabemos?
- Pesquisadores da USP buscam voluntários de 20 a 60 anos.
- Participação inclui coleta de medula óssea por punção com anestesia local.
- Estudo investiga alterações epigenéticas na anemia aplástica imune.
- A pesquisa visa melhorar o diagnóstico e tratamento da doença.
Fontes
- Jornal da USP fonte oficial





