Saúde

Estudo revela que infartos atingem jovens de São Paulo mais cedo do que em outras regiões do Brasil

Em apuração ?

Pesquisa aponta idade média de 58 anos entre pacientes com sinais de ataque cardíaco na capital paulista

Ilustração de coração humano e ambiente urbano com pessoas jovens
Imagem: CNN Brasil

Segundo levantamento do departamento de cardiologia da Rede D’Or, moradores de São Paulo apresentam maior vulnerabilidade a infartos em idades mais jovens. A pesquisa analisou quase 5 mil casos em vários estados brasileiros, destacando fatores como estresse, tabagismo e hipertensão.

Um estudo divulgado pelo departamento de cardiologia da Rede D’Or revela que moradores de São Paulo tendem a sofrer infartos mais cedo do que em outros estados do Brasil, com uma idade média de 58 anos entre os pacientes atendidos com suspeita de ataque cardíaco. Segundo a pesquisa, realizada com aproximadamente 4.921 pacientes atendidos em unidades hospitalares de seis estados — incluindo Bahia, Brasília, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo — os chamados infartos agudos do miocárdio aconteceram em idades mais jovens na capital paulista, perfil que ainda não foi confirmado oficialmente pelo Ministério da Saúde. Ainda assim, o levantamento aponta que, na média, os pacientes de São Paulo estão mais próximos dos 58 anos ao sofrerem um episódio potencialmente fatal, enquanto no Rio de Janeiro, essa média sobe para 62. Os dados revelam que, de um total de quase 5 mil atendimentos, cerca de 2.727 pacientes foram diagnosticados com angina instável e 2.194 tiveram infarto, sendo que 739 casos apresentaram obstrução completa de artéria (infarto com supra ST). Entre os atendimentos, São Paulo destacou-se com 572 casos confirmados de infarto, enquanto o Rio de Janeiro teve 764 registros, ambos com idades médias inferiores a outras regiões. Segundo a especialista em cardiologia Mariana Mancilha, esses números podem estar relacionados a fatores multifatoriais, incluindo o estresse psicossocial, que é uma das principais causas de infarto na juventude, especialmente na cidade de São Paulo. Ela explica que o estresse crônico interfere nas funções corporais, promovendo alterações metabólicas e inflamatórias que aceleram o desenvolvimento da aterosclerose, uma das principais causas de obstruções nas artérias. A cardiologista ainda destaca outros fatores de risco, como tabagismo, hipertensão, diabetes e dislipidemia, presentes na maioria dos casos analisados. Ainda de acordo com o estudo, o perfil de idade nos outros seis estados é um pouco mais elevado, o que reforça a hipótese de que fatores sociais e ambientais influenciam a vulnerabilidade ao infarto em jovens paulistas. A importância da prevenção se reforça ao se considerar que hábitos saudáveis — como prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do colesterol e glicemia além do tratamento da hipertensão — são essenciais para reduzir o risco de doenças cardíacas. A recomendação é que quem apresenta fatores de risco realize check-ups periódicos e mantenha o controle dos fatores que influenciam a saúde do coração. A mídia também vem alertando sobre a relação entre o frio e o aumento de casos de infarto, embora essa associação ainda esteja em estudo. A única certeza, segundo especialistas, é que cuidar da saúde é uma estratégia fundamental para evitar tragédias precoces. A reportagem desta vez não confirma uma controvérsia sobre a possibilidade de infartos serem frequentemente confundidos com sintomas de ansiedade, como sugerido por alguns relatos não oficiais, e reforça que a prevenção é a melhor saída.
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O que sabemos?

  • Moradores de São Paulo têm infartos mais precocemente, com idade média de 58 anos.
  • Estudo analisou cerca de 4.921 pacientes em seis estados brasileiros.
  • Na capital paulista, 572 casos de infarto foram confirmados, maior quantidade entre as regiões analisadas.
  • Fatores como estresse, tabagismo e hipertensão são apontados como principais causas de infarto na juventude.
  • Dados ainda não foram oficialmente confirmados pelo Ministério da Saúde.

Fontes

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