Saúde

Cooperativismo de saúde em Petrópolis fortalece profissionais e amplia atendimento

Em apuração ?

Modelo que une profissionais da saúde promove crescimento e cuidado colaborativo na Região Serrana do Rio

Profissionais de saúde cooperados em Petrópolis atendendo pacientes
Imagem: G1

Em Petrópolis, a cooperativa de saúde Unifop oferece oportunidades para profissionais e melhora o acesso da população aos serviços, refletindo um crescimento expressivo no setor.

Na Região Serrana do Rio de Janeiro, o cooperativismo de saúde ganha destaque ao mostrar que cuidar de pessoas também pode ser um grande negócio, promovendo crescimento profissional e ampliando o acesso aos serviços de assistência à saúde. Segundo informações de uma fonte ligada ao setor, o cooperativismo, que reúne mais de 695 cooperativas em todo o país, movimentou R$ 130,7 bilhões em 2025, sendo responsável pelo atendimento de mais de 27 milhões de brasileiros ao redor do Brasil. Ainda de acordo com a mesma fonte, essa modalidade atua em mais de 90% do território nacional, proporcionando uma estrutura colaborativa em que profissionais compartilham conhecimento, fortalecem suas carreiras e atendem melhor a comunidade.

Em Petrópolis, a experiência de Luis Felipe Chaves Prates, um nutricionista com mais de duas décadas de atuação, exemplifica os benefícios dessa abordagem. Segundo ele, há 16 anos, buscava por uma rotina mais flexível do que a oferecida por empregos tradicionais na capital, e ao retornar à cidade, encontrou na Unifop, uma cooperativa de saúde mental e reabilitação, uma nova oportunidade de trabalho. "Quando retornei a Petrópolis, encontrei na cooperativa novas oportunidades de atuação e, principalmente, um ambiente voltado para servir ao próximo, algo que sempre fez parte do meu perfil", afirmou. Com essa mudança, Luis Felipe passou de atender cinco pacientes por semana para cerca de 50, ampliando significativamente sua atuação e contribuindo para a rede de profissionais que, juntos, oferecem um atendimento mais completo e integrado.

Segundo o próprio nutricionista, sua experiência mostra que, no cooperativismo, profissionais podem manter sua autonomia, enquanto se beneficiam da força de uma estrutura coletiva. Na Unifop, mais de 120 cooperados atuam em diferentes especialidades, e a colaboração entre eles é vista como uma forma de potencializar o crescimento individual e coletivo. "Cada nutriente tem seu papel, e na cooperativa é assim também: o crescimento de um fortalece todo o grupo", brincou Luis Felipe. Essa lógica de cooperação é destacada por Vinicius Mesquita, presidente do Sistema OCB do Rio de Janeiro, que afirma que o modelo promove a valorização dos profissionais de saúde, uma estratégia que, na sua visão, melhora o cuidado oferecido à sociedade. "Quando profissionais se unem, compartilham conhecimento e constroem oportunidades juntos, todos ganham", declarou.

O caso de Petrópolis ilustra como o cooperativismo de saúde representa uma alternativa sustentável, que alia o desenvolvimento profissional à geração de renda e ao cuidado com o bem-estar de quem busca atendimento. Ainda não há confirmação oficial de que novas iniciativas semelhantes estejam em andamento na região, nem um posicionamento oficial do clube ou instituição envolvida além da fonte citada, aguardando confirmação de mais fontes para uma análise mais aprofundada.

Publicidade

O que sabemos?

  • Cooperativismo de saúde movimentou R$ 130,7 bilhões em 2025
  • Mais de 695 cooperativas no Brasil, com 304 mil cooperados e 162 mil empregos
  • Na Unifop, mais de 120 cooperados atuam em diferentes especialidades
  • Luis Felipe Prates é nutricionista com mais de 20 anos de experiência
  • Ele passou de atender 5 para 50 pacientes por semana após ingressar na cooperativa

Fontes

  • G1 imprensa
Publicidade