Saúde

Pesquisa com brasileiro revela avanço em transplante de rim de porco para humanos

Em apuração ?

Paciente viveu mais de nove meses com órgão animal, marcando passo importante na medicina xenotransplante

Paciente após procedimento de transplante de rim de porco
Imagem: G1

Estudo liderado por brasileiro na Harvard Medical School aponta que um homem passou mais de 271 dias com um rim de porco, sem necessidade de diálise, em uma experiência inédita que pode abrir caminho para novas soluções contra a escassez de órgãos.

Um avanço importante na área de transplantes de órgãos está em andamento, graças a uma pesquisa liderada por um brasileiro na Harvard Medical School. Segundo fontes ainda não totalmente confirmadas, um paciente em estágio terminal de insuficiência renal conseguiu sobreviver por mais de 271 dias com um rim de porco, fato que promete revolucionar o tratamento de pessoas que esperam na fila por um órgão. Antes do procedimento, esse paciente dependia de sessões frequentes de diálise, usava cadeira de rodas e tinha sua rotina bastante limitada. Segundo um especialista envolvido na pesquisa, “poder viver quase nove meses sem necessidade de diálise foi uma mudança radical na sua qualidade de vida”.

De acordo com informações divulgadas por uma única fonte, a equipe do pesquisador brasileiro, Leonardo Riella, conseguiu realizar esse experimento nos Estados Unidos, com um paciente de 66 anos. O estudo faz parte de uma iniciativa para tornar o xenotransplante — ou seja, transplantes de órgãos de animais para humanos — uma alternativa viável diante da escassez de doadores humanos. Embora essa abordagem exista há décadas, avanços recentes, sobretudo na edição genética do porco doador, têm tornado esse caminho mais promissor. Conforme divulgado, essas modificações na genética do órgão eliminam os principais fatores de rejeição pelo sistema imunológico humano, permitindo maior compatibilidade e reduzindo a possibilidade de rejeição.

O responsável pela pesquisa afirmou que a expectativa é que esse procedimento se torne uma realidade nos próximos cinco anos, inicialmente como uma ponte até que o paciente possa receber um transplante humano. A ideia é que o processo seja realizado em etapas, com a esperança de, no futuro, eliminar completamente a necessidade de órgãos humanos para certos pacientes. No caso do paciente vencedor da experiência, ele teve o órgão de porco implantado em janeiro de 2025, e, pouco tempo depois, voltou a uma vida praticamente normal, incluindo atividades como acampar, cortar madeira e comer o que desejava, sem depender mais da diálise. Mas o experimento não foi sem dificuldades: o rim suíno foi retirado após uma reação do sistema imunológico do paciente, que passou a atacar o órgão, o que ocorreu após uma infecção bacteriana que levou à redução dos medicamentos imunossupressores utilizados.

Essa redução nos imunossupressores, que normalmente são usados para evitar a rejeição, foi um fator determinante para que o organismo atacasse o órgão animal. Mesmo assim, esse período de sobrevivência foi visto como um marco, superando o recorde anterior de apenas 52 dias de um paciente que recebeu um órgão de porco e morreu por condições cardíacas não relacionadas ao procedimento. Ainda segundo informações ainda não confirmadas de uma única fonte, após a retirada do rim suíno, o paciente recebeu um transplante de rim humano, que até o momento tem funcionado sem sinais de rejeição, reforçando a esperança de que esses experimentos possam abrir uma nova fronteira na medicina.

O avanço representa uma esperança para as milhares de pessoas atualmente na fila de espera por um rim no Brasil, onde, segundo dados do Ministério da Saúde, há cerca de 45 mil pacientes aguardando um transplante. A técnica, ainda em fase experimental, promete diminuir o tempo de espera e ampliar o acesso a órgãos compatíveis, uma das maiores dificuldades enfrentadas na área da saúde atualmente.

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O que sabemos?

  • Paciente em estágio terminal de insuficiência renal viveu mais de 271 dias com rim de porco.
  • Caso é liderado pelo brasileiro Leonardo Riella na Harvard Medical School.
  • Reação imunológica levou à retirada do órgão suíno após quase nove meses.
  • Primeiro paciente a ultrapassar os dois meses de sobrevivência com órgão de porco.
  • Expectativa é que xenotransplantes se tornem realidade nos próximos cinco anos.

Fontes

  • G1 imprensa
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