Política

TCDF bloqueia até R$ 2,7 bilhões de ex-dirigentes do BRB por conta do caso Banco Master

Confirmada por múltiplas fontes ?

Decisão responde às operações fraudulentas envolvendo o banco controlado pelo governo do Distrito Federal

Imagem representando o Tribunal de Contas do DF e documentos jurídicos
Imagem: Agência Brasil

O Tribunal de Contas do DF determinou o bloqueio de bens de cinco ex-dirigentes do Banco de Brasília (BRB), totalizando até R$ 2,7 bilhões, devido a operações com o Banco Master, liquidado pelo Banco Central.

Neste quarta-feira (23), o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) tomou uma medida inédita ao determinar o bloqueio de bens de cinco ex-dirigentes do Banco de Brasília (BRB), uma instituição financeira de controle público ligada ao governo do Distrito Federal. A decisão, unânime entre os conselheiros, visa resguardar recursos públicos após investigações que apontam irregularidades nas operações envolvendo o banco e o agora liquidado Banco Master.

Segundo informações da própria decisão do TCDF, o bloqueio alcança um valor total de aproximadamente R$ 2,76 bilhões, incluindo contas e bens dos ex-dirigentes desde que estejam sob seu nome ou controle. Ainda não oficialmente confirmadas, essas ações decorrem de uma investigação que identificou que os ex-gestores continuaram a realizar operações com o Banco Master mesmo após alertas internos de que as transações poderiam ser inviáveis ou fraudulentas. Ainda, as mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que essa conduta foi considerada temerária por parte dos envolvidos.

O episódio ganhou maior repercussão após o Banco Central liquidar o Banco Master, em novembro do ano passado, devido a indícios de gestão fraudulenta. O caso revelou uma crise na maior instituição financeira do Distrito Federal, que, segundo fontes do próprio tribunal, teria recebido um aporte de R$ 16,7 bilhões do BRB, em uma tentativa de salvamento que acabou não sendo suficiente para evitar os prejuízos.

Importante destacar que, além da investigação jurídica, pesquisas de opinião apontam que o episódio também trouxe desgaste político. Uma sondagem divulgada nesta quinta-feira pela internet mostrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) é a instituição que mais sofreu perdas na sua imagem por conta do caso, com 70% dos entrevistados acreditando que a crise impactou sua reputação. A família do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece em segundo lugar, citada por 40% dos participantes, enquanto 36% relacionam Lula e o PT ao escândalo.

Por ora, os ex-dirigentes do BRB têm um prazo de 30 dias para se defenderem na investigação, que ainda não teve suas conclusões finais divulgadas oficialmente. O tribunal informou que a medida visa garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos, caso sejam confirmadas as irregularidades apontadas nas apurações. Ainda não há também uma manifestação oficial do BRB ou do Governo do Distrito Federal sobre o caso, e as circunstâncias detalhadas das operações fraudulentas permanecem sob investigação.

Publicidade

O que sabemos?

  • Tribunal de Contas do DF determinou bloqueio de bens de cinco ex-dirigentes do BRB.
  • Valor total do bloqueio é de aproximadamente R$ 2,76 bilhões.
  • Decisão foi unânime e tomada na quarta-feira (23).
  • Investigações apontam que ex-gestores continuaram operações com o Banco Master após alertas internos.
  • Banco Master foi liquidado pelo Banco Central por indícios de gestão fraudulenta em novembro do ano passado.

Fontes

Publicidade