Política

Renúncia recorde de prefeitos eleitorais movimenta disputa política em 2026

Em apuração ?

Maioria dos ex-prefeitos renunciantes mira nas Assembleias Legislativas, e 10 capitais têm candidatos a governador entre eles

Em 2024, 68 prefeitos eleitos renunciaram para disputar as eleições de 2026, número que representa um recorde dos últimos 20 anos. A maioria busca vagas nas Assembleias Legislativas, enquanto outros pretendem cargos como governador, deputado federal, senador e vice-governador.

Um movimento sem precedentes marca o cenário eleitoral brasileiro: 68 prefeitos eleitos em 2024 renunciaram durante este ano para disputar novos cargos nas eleições gerais de 2026, segundo análise da Folha de S.Paulo. Esse total é o maior dos últimos 20 anos, indicando uma mudança significativa nas estratégias de carreira política.

Segundo o levantamento, a maioria desses políticos (35 prefeitos) está tentando uma cadeira nas Assembleias Legislativas estaduais. Outros 16 buscam a eleição ao cargo de governador, destacando-se que 10 desses candidatos vinham de capitais, reforçando a importância política das maiores cidades. Além disso, 12 pleiteiam vagas na Câmara dos Deputados, dois no Senado e três concorrem a vice-governador.

Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados até as 16h30 do dia 25 de setembro, também revelam uma tendência crescente: a partir de 2014, quando 16 prefeitos eleitos em 2012 renunciaram para disputar outros cargos, o número foi aumentando — em 2022, foram 48, e em 2024 saltou para 68. A maioria, 61 dos 68, estava cumprindo seu segundo mandato quando renunciaram.

O cientista político Victor Escobar, pesquisador do Lappcom (Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada), vinculado à UFRJ e UFRRJ, interpreta esse fenômeno como “uma evolução natural do progresso das carreiras políticas”. Para ele, um dos fatores que pode ter acelerado essa alta neste ano foi o número recorde de reeleições registrado nas eleições de 2024, o que possibilitou a continuidade e fortalecimento das bases políticas desses prefeitos. Escobar observa ainda que, embora a ascensão das emendas parlamentares — recursos direcionados por parlamentares aos seus redutos eleitorais — tenha algum papel na dinâmica, essa não é a causa determinante do aumento da renúncia.

Esse movimento de renúncia em massa de prefeitos chama atenção para as estratégias eleitorais nas próximas disputas de 2026, com prefeitos utilizando mandatos municipais como trampolim para cargos estaduais e federais. O fenômeno repercute em todo o país, impactando as composições políticas locais e a renovação das lideranças em municípios que precisarão eleger novos chefes executivos em curto prazo.

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O que sabemos?

  • 68 prefeitos eleitos em 2024 renunciaram neste ano para disputar eleições em 2026
  • A maioria (35) tenta vagas nas Assembleias Legislativas estaduais
  • 16 ex-prefeitos buscam cargos de governador, sendo 10 de capitais
  • A maioria dos renunciantes (61) estava em segundo mandato

O que ainda não foi confirmado?

  • Informação divulgada apenas por Folha de S.Paulo; aguardando outras fontes.

Fontes

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