Processo movido contra Havan e Luciano Hang por assédio eleitoral em Caldas Novas
Ministério Público do Trabalho pede R$ 30 milhões por dano moral coletivo
A rede de lojas Havan e seu proprietário, Luciano Hang, são processados por suposto assédio eleitoral, relacionado a discursos feitos a funcionários durante uma inauguração em Caldas Novas, Goiás.
O Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) entrou com uma ação civil pública contra a rede de lojas Havan e seu dono, Luciano Hang, acusando-os de assédio eleitoral. Segundo a denúncia, durante a inauguração de uma filial em Caldas Novas, no final de agosto, Hang fez declarações a funcionários recém-contratados que, na visão do órgão, poderiam influenciar o voto dos trabalhadores ao relacionar o risco de demissões e perdas de renda às pautas relacionadas às eleições previstas para outubro.
A ação, protocolada na Justiça do Trabalho em Goiânia, pede uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. Ainda conforme o documento, o empresário teria criticado propostas de redução da jornada de trabalho, mencionando que discussões sobre o fim da escala 6×1 estariam relacionadas às eleições, e afirmou que a mudança impactaria os custos da empresa. Na visão do Ministério Público, tais declarações poderiam configurar tentativa de influenciar o processo eleitoral, violando a neutralidade esperada em ações que envolvem empregadores.
Em vídeo separado divulgado nas redes sociais, Hang teria afirmado que tinha direito de dar opinião e que sua fala se resumia a defender a liberdade de trabalhar e conquistar objetivos. Ele também alegou que não citou candidatos ou partidos políticos, sustentando que sofre perseguição por suas opiniões desde 2018. O empresário afirmou ainda que a Justiça “não pode ter lado” e que sua atuação é importante para gerar empregos no país.
De acordo com o relato do órgão, o discurso foi feito diante de recém-contratados e criticou pontos como a proposta de jornada de trabalho mais flexível, que, segundo Hang, aumentaria custos e reduziria o poder de compra dos trabalhadores. O Ministério Público argumenta que a fala poderia configurar irregularidade ao tentar influenciar o voto de maneira indireta, o que é vedado por legislação eleitoral e trabalhista.
Até o momento, o clube e Luciano Hang ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o processo. O empresário declarou que está exercendo seu direito à opinião, enquanto o caso agora segue sob análise judicial com as alegações do Ministério Público do Trabalho, que busca proteger a neutralidade do processo eleitoral e evitar práticas que possam influenciar a liberdade de escolha dos eleitores.
O que sabemos?
- MPT-GO entrou com ação contra Havan e Luciano Hang por assédio eleitoral.
- Pedido de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
- Discurso foi feito durante inauguração em Caldas Novas, em agosto.
- Hang criticou propostas de redução da jornada de trabalho e relacionou isso às eleições.
- Hang disse que tem direito à opinião e não citou candidatos ou partidos.
Fontes
- G1 imprensa
- CNN Brasil imprensa
- G1 imprensa




