Primeira mulher pode liderar a ONU após 80 anos, segundo fontes não oficiais
Vários líderes mundiais apoiam candidatura feminina ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas
Após quase nove décadas e cinco homens no comando, há uma forte movimentação para que a próxima líder da ONU seja uma mulher, o que ainda não aconteceu desde a criação da organização.
Na última semana, durante a reunião da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, diversos líderes mundiais manifestaram publicamente o desejo de ver uma mulher ocupando oficialmente o cargo de secretário-geral da organização pela primeira vez em seus 80 anos de história. Segundo fontes atribuídas à reportagem, essa é uma mudança que vem ganhando força, principalmente por parte de países que destacam a importância de uma liderança feminina na organização internacional.
Desde a sua criação, em 1946, o cargo de secretário-geral da ONU foi ocupado apenas por homens. O atual titular, António Guterres, português, foi nomeado em 2016 e deve concluir seu mandato em 31 de dezembro do próximo ano, encerrando assim sua gestão de quase sete anos. Ainda não há uma confirmação oficial sobre quem será seu sucessor, mas a discussão tem ganhado destaque internacional. Segundo informações não confirmadas oficialmente, a preferência por candidatas mulheres cresce dentro do próprio Conselho de Segurança da ONU, que é responsável por recomendar o nome do próximo secretário-geral à Assembleia Geral.
Durante a reunião, o presidente da República Dominicana destacou que, em mais de 80 anos, nenhuma mulher liderou a organização, reforçando que a hora de mudança chegou. “Você não pode me silenciar”, teria dito o secretário-geral adjunto na ONU, em uma fala que se tornou um símbolo da nova fase de reivindicações, de acordo com relatos de fontes próximas ao evento.
Disparado na lista de candidatas mais citadas está Rebeca Grynspan, current secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, que também liderou uma pesquisa recente do Conselho de Segurança em que se destacou como preferida. Além dela, outras candidatas incluem Carolyn Rodrigues-Birkett, representante permanente da Guiana na ONU, Ivonne Baki, e María Fernanda Espinosa Garcés, ambas do Equador. Ainda há dois homens na disputa, Rafael Grossi, da Argentina, e Olara Otunnu, de Uganda, além de Macky Sall, do Senegal.
Segundo uma fonte da CNN Brasil, a nomeação do próximo secretário-geral só ocorrerá após a recomendação do Conselho de Segurança, que atualmente conta com 15 membros. A escolha definitiva será feita pela Assembleia Geral da ONU, que deve começar o mandato do novo líder em 1º de janeiro de 2027. Ainda não há, até o momento, uma declaração oficial do órgão, e a candidatura de uma mulher ao cargo de liderança da organização permanece como uma expectativa que ainda precisa ser confirmada por demais instâncias da entidade.
O que sabemos?
- Vários líderes mundiais apoiam candidatura de mulher ao cargo de secretário-geral da ONU.
- António Guterres, atual secretário-geral, concluirá mandato em dezembro de 2023.
- Desde a criação da ONU, apenas homens ocuparam o cargo de secretário-geral.
- Preferidas na disputa incluem Rebeca Grynspan, Carolyn Rodrigues-Birkett, Ivonne Baki e María Fernanda Espinosa Garcés.
Fontes
- CNN Brasil imprensa




