Política

Pesquisas revelam dificuldades de converter votos na corrida presidencial de 2026

Em apuração ?

Cientista de dados analisa os desafios do segundo turno eleitoral e o impacto de pautas polêmicas

Gráfico de intenções de voto mostrando margens próximas entre Lula e Bolsonaro
Imagem: CNN Brasil

Embora o cenário mostre uma aproximação entre Lula e Flávio Bolsonaro, especialistas apontam para a alta rejeição entre os eleitores como maior obstáculo às campanhas.

Pesquisas divulgadas nesta sexta-feira (16), segundo informações de uma fonte especializada, indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostra uma leve vantagem sobre o candidato Flávio Bolsonaro (PL) na disputa de segundo turno das eleições de 2026. O cenário, ainda não confirmado oficialmente, aponta que Lula teria 44% das intenções de voto, enquanto Flávio somaria 46%, segundo uma análise feita pelo CEO da AP Exata, Sergio Denicoli, especialista em dados eleitorais. No entanto, o diferencial entre os dois é considerado pequeno, e ainda há um grande número de eleitores indecisos ou propensos à abstenção.

Segundo Denicoli, essa disputa revela justamente uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos candidatos: a baixa capacidade de converter intenções de voto em votos efetivos. Ele afirma que nenhuma das pautas mais esperadas para impulsionar a campanha, como a discussão sobre a redução da maioridade penal, a proposta de tarifa zero no transporte público ou a nova versão da escala 6x1 no futebol, conseguiu gerar o impacto esperado. "A pauta da escala 6x1 era a mais promissora para Lula, porque abrangia eleitores de diferentes espectros ideológicos, inclusive trabalhadores e pessoas de direita com carteira assinada", explica o especialista.

No entanto, Denicoli destaca que a influência dessas pautas foi prejudicada por uma onda de desinformação nas redes sociais. Segundo ele, circularam informações falsas de que Flávio Bolsonaro não manteria uma eventual escala de trabalho 5x2, o que levou o candidato a usar espaço no Jornal Nacional para esclarecer sua posição. Ainda assim, o efeito desse esforço foi considerado apenas parcial, com uma resposta mais tímida do que a equipe de campanha esperava. O especialista reforça que, para ambos os lados, o maior desafio é a rejeição elevada do eleitorado. ''O índice de rejeição é muito alto, e com uma margem tão pequena entre os candidatos, convencer o eleitor indeciso ou quem não votou no primeiro turno é fundamental'', afirma Denicoli.

Ele ainda comenta que medidas populistas, embora úteis em certas estratégias, têm pouco efeito diante do ceticismo estrutural do eleitorado brasileiro, que dificilmente será convencido por promessas de benefícios momentâneos. “A dificuldade de mudar o quadro eleitoral atual revela que o cenário é mais complexo do que pareceria à primeira vista, sobretudo com um grande número de eleitores que ainda se mantém afastados ou indecisos”, conclui o especialista. Assim, enquanto a campanha se encaminha para a reta final, a tendência é de que a disputa continue marcada pelo desafio de reduzir a rejeição e conquistar novos apoios, mesmo com a realização de ações estratégicas.

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O que sabemos?

  • Pesquisas mostram leve vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro na corrida de 2026.
  • A margem entre os candidatos é pequena, com grande número de eleitores indecisos.
  • Pautas como a escala 6x1, a redução da maioridade penal e tarifa zero tiveram impacto limitado.
  • Desinformação nas redes prejudicou a campanha de Bolsonaro ao circular Fake News.
  • Alta rejeição entre eleitores impede que medidas populistas alterem o cenário eleitoral.

Fontes

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