Nova pesquisa Quaest revela cenário tenso nas intenções de voto para presidente em 2024
Lula mantém liderança, mas apresenta queda nas intenções de voto; perfil geracional revela diferentes medos
Segundo uma pesquisa da Quaest divulgada nesta semana, o panorama eleitoral para a disputa presidencial de 2024 mostra Lula na liderança, porém com sinais de desaquecimento na popularidade, enquanto aliados de Bolsonaro e outros candidatos aparecem na disputa.
Uma nova pesquisa realizada pela Quaest, divulgada nesta semana, revela um cenário bastante nervoso para as intenções de voto no próximo pleito presidencial de 2024. Segundo o levantamento, o ex-presidente Lula aparece na liderança com 36% das intenções, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocupa a segunda colocação com 29%. Outros nomes aparecem em posições menores, como Augusto Cury, com 8%, uma redução frente aos 10% verificados em uma pesquisa anterior realizada em 2 de setembro.
Na simulação de segundo turno, o cenário se mostra de um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, ambos com 41%, de acordo com os dados. Ainda conforme a pesquisa, o índice de indecisos nesta fase é de 5%, enquanto 13% pretendem votar em branco ou nulo, ou não irão votar. O fato de Lula e Flávio estarem praticamente empatados reforça a ideia de que a próxima disputa pode ser bastante equilibrada, especialmente em um quadro em que as intenções de voto entre os diferentes grupos políticos se mostram bastante divididas.
Além disso, a pesquisa apontou que o grau de conhecimento, potencial de voto e rejeição são bastante semelhantes para os dois candidatos. Lula tem uma taxa de rejeição de 53% e potencial de voto de 44%, enquanto Flávio é rejeitado por 55% e tem um potencial de voto de 40%. Um dado importante, ainda não confirmado oficialmente, aponta que 43% dos eleitores sentem medo da volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto outros 43% temem a manutenção do governo Lula, revelando um clima de insegurança que atravessa diferentes faixas geracionais.
Um ponto que chamou atenção na pesquisa foi a diferença geracional na percepção dos candidatos. Os jovens, por exemplo, demonstram mais medo em relação à continuidade do governo Lula, enquanto os eleitorados com 60 anos ou mais têm mais receio de uma possível volta da família Bolsonaro. Ainda segundo o levantamento, a desaprovação do governo Lula atingiu 50%, o que, de acordo com especialistas, pode enfraquecer as chances de reeleição do presidente, especialmente entre os eleitores mais jovens e no Norte e Nordeste do Brasil, onde a aprovação do governo vem caindo.
Outro aspecto que pode influenciar o cenário eleitoral é a crise econômica, relacionada ao endividamento dos brasileiros e à percepção de que a inflação e os custos de vida continuam altos. A avaliação negativa do programa Desenrola 2.0, que inicialmente tinha 50% de avaliação positiva, caiu para 43%. Assim, embora 64% dos brasileiros tenham percebido aumento de renda no último ano, apenas 10% sentiram aumento maior que o custo de vida, o que alimenta a insatisfação geral e pode impactar o desempenho de Lula na corrida eleitoral.
De modo geral, o quadro revela uma tendência de dificuldade para o governo Lula consolidar sua reeleição, principalmente por causa das taxas de desaprovação e do sentimento de insegurança econômica. No entanto, sua base eleitoral, bastante fiel, continua variando entre 29% e 33%, enquanto o grupo que apoia a família Bolsonaro é menor, com cerca de 24%. Um dado importante é que parte do eleitorado se divide entre preferir um outsider ou um candidato moderado, o que pode tornar a disputa ainda mais imprevisível.
O que sabemos?
- Lula lidera com 36% na intenção de voto para presidente segundo a pesquisa Quaest.
- Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 29%, e há empate técnico na simulação de segundo turno, ambos com 41%.
- A rejeição de Lula é de 53%, enquanto Flávio tem rejeição de 55%.
- Sentimentos de medo de volta da família Bolsonaro e do governo Lula estão empatados em 43%, com diferenças geracionais.
- A avaliação do governo Lula mostra 50% de desaprovação, com queda na aprovação em regiões do Nordeste e Sudeste.
Fontes
- G1 imprensa





