Política

MP Eleitoral atua para frear disseminação de fake news sobre eleições e embaixadas

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Órgão solicita remoção de conteúdos falsos ligados às urnas eletrônicas e ao fechamento de embaixadas

Imagem ilustrativa de uma urna eletrônica e badges de alertas de fake news
Imagem: G1

O Ministério Público Eleitoral entrou com ações no TSE para retirar publicações que desafiam a credibilidade do processo eleitoral e relacionam fechamentos de embaixadas a riscos de golpe de Estado.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a remoção de conteúdos falsos que têm circulado nas redes sociais e aplicativos de mensagens, com o objetivo de desinformar e criar instabilidade durante o período eleitoral. Segundo fontes do órgão, duas ações foram ajuizadas na noite de sábado (3), poucas horas antes do primeiro turno, visando conter a disseminação de informações desacreditadas sobre as urnas eletrônicas e o fechamento temporário de embaixadas estrangeiras no Brasil.

De acordo com o MPE, há uma "divulgação orquestrada" nas redes sociais, especialmente no Facebook e na plataforma X, de vídeos e postagens que tentam associar o fechamento de embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália no Brasil a ameaças terroristas. Essas publicações também tentam ligar tais fechamentos a um risco iminente de golpe de Estado, embora o órgão ainda não tenha confirmado oficialmente a veracidade dessas alegações. Ainda segundo o MPE, essas postagens envolvem contas de cinco candidatos a deputado federal e estadual, o que reforça a preocupação com a intenção de influenciar o clima eleitoral.

Além dessas ações, o órgão também solicitou liminarmente que as plataformas adotem providências para impedir a circulação de um vídeo falso que circula no WhatsApp, originalmente divulgado em 2018. Nesse vídeo, alegadamente um policial militar afirma que uma urna eletrônica já continha votos, uma alegação desmentida como falsa, que tem sido usada para espalhar desinformação entre eleitores. O MPE destacou que, enquanto o vídeo se mantém na circulação, a tentativa de descredibilizar o sistema eletrônico de votação continua, o que pode prejudicar a confiança do eleitor na eleição.

Segundo informações de fontes, o órgão também destacou que, em 2026, apenas o MPE atuou em 2,6 mil ações relacionadas à divulgação de fatos inverídicos, indicando o esforço contínuo de combater as fake news eleitorais. Ainda não há confirmação de que todas as plataformas tenham atendido às solicitações, e o órgão reforça que multas podem ser aplicadas aos responsáveis pela disseminação de conteúdo falso, além de ações judiciais adicionais, caso necessário. O silêncio do TSE sobre o desdobramento dessas ações ainda não foi confirmado, mas a importância desse combate à desinformação fica clara em meio ao clima de eleição.

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O que sabemos?

  • MP Eleitoral pediu remoção de publicações falsas sobre eleições ao TSE.
  • As ações apontam para conteúdos que associam fechamento de embaixadas a riscos de golpe.
  • Vídeo falso de 2018 no WhatsApp volta a circular com alegações não confirmadas.
  • Organização busca impedir a circulação de fake news perto do primeiro turno.
  • Em 2026, Ministério atuou em 2,6 mil ações contra desinformação eleitoral.

Fontes

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