Política

Estratégia de Sheinbaum para equilibrar relacionamento com os EUA e fortalecimentodo México

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Presidente mexicana adota tática de concessões enquanto busca manter aprovação elevada

Claudia Sheinbaum falando no Zócalo durante o Grito da Independência
Imagem: Folha de S.Paulo

Claudia Sheinbaum busca fechar acordo com os Estados Unidos até novembro para reduzir tarifas e reforçará a fronteira com a Guarda Nacional.

Na noite de 15 de setembro, durante as comemorações do Grito da Independência no Zócalo, centro do México, a presidente Claudia Sheinbaum fez uma defesa enfática do conceito de soberania do país, afirmando: "Viva o México livre, independente e soberano". Segundo fontes, esse discurso reforça a prioridade do governo em manter a autonomia do México frente às pressões externas, especialmente dos Estados Unidos, com quem está negociando até a data de 3 de novembro para chegar a um acordo que possa reduzir tarifas industriais essenciais.

Sheinbaum, que tem uma aprovação de 69% entre a população mexicana, tem adotado uma estratégia que mistura ações internas e externas para consolidar seu governo. Ainda de acordo com informações de fontes próximas, ela vem preservando e ampliando programas sociais internos que beneficiam milhões de mexicanos, ao mesmo tempo em que faz concessões diplomáticas aos EUA. Essa tática envolve alianças com grandes empresários do país e foi noticiada por um jornal local como uma espécie de "método Sheinbaum" para lidar com a relação com Washington, especialmente na presidência de Donald Trump, ex-presidenciável que mantém influência dentro do governo norte-americano.

Entre as ações realizadas pelo governo mexicano, estão o reforço na fronteira com a instalação de milhares de integrantes da Guarda Nacional para conter deslocamentos ilegais e atividades criminosas, além de uma cooperação ampliada na luta contra o narcotráfico. Ainda segundo fontes da imprensa, o governo mexicano transferiu 92 chefes de organizações ligadas ao narcotráfico para os Estados Unidos por uma via que, na prática, foge dos procedimentos tradicionais de extradição, o que despertou debates sobre a legalidade dessas operações.

Além dessas medidas, o governo interrompeu o envio de petróleo a Cuba, numa tentativa de reforçar a postura de autonomia econômica e diplomática do México. Toda essa movimentação faz parte de uma estratégia de manter o apoio interno enquanto busca equilibrar interesses internacionais, especialmente com os Estados Unidos, país com quem deseja fechar um acordo para evitar tarifas adicionais e facilitar o comércio bilateral. Ainda não há confirmação oficial de que o entendimento será fechado até a data prevista, mas o esforço é intenso, indicando uma preocupação em preservar a estabilidade política e econômica do país.

De acordo com análises de especialistas, o governo de Sheinbaum busca consolidar sua imagem de líder forte e soberana, ao mesmo tempo em que faz concessões pragmáticas para garantir vantagens econômicas. Essa combinação de ações demonstra o delicado equilíbrio que seu governo tenta manter diante de uma relação cada vez mais complexa com os EUA, marcada por interesses políticos, econômicos e estratégicos que envolvem também a questão da segurança e do combate ao narcotráfico.

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O que sabemos?

  • Sheinbaum fez um discurso de defesa da soberania no 15 de setembro.
  • Brasil e EUA negociam acordo até 3 de novembro para reduzir tarifas.
  • Governo mexicano reforçou a fronteira com a Guarda Nacional.
  • Transferência de 92 chefes do narcotráfico para os EUA foi efetuada.
  • Estratégia busca equilibrar interesses internos e externos.

Fontes

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