Política

Lula e Flávio Bolsonaro intensificam disputa pelo apoio de grandes empresários às vésperas de 2026

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Em meio à pressão por ajuste fiscal, presidentes do PT e PL buscam conquistar setor privado que responde por grande parte do PIB brasileiro

Executivos em reunião no Palácio da Alvorada
Imagem: Folha de S.Paulo

A menos de um mês das eleições de 2026, o presidente Lula recebeu executivos no Palácio da Alvorada para debater temas como equilíbrio fiscal e relações internacionais, enquanto Flávio Bolsonaro reuniu banqueiros na Faria Lima. A movimentação acontece em cenário de forte disputa política e preocupação com a configuração do STF.

Com a proximidade das eleições de 2026, a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo apoio do empresariado brasileiro ganha força. Segundo informações apuradas, Lula promoveu nesta segunda-feira (31) um encontro no Palácio da Alvorada com um seleto grupo de executivos considerados peso-pesados do setor privado, que compõe uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Entre os convidados estavam nomes como Joesley e Wesley Batista, ligados à JBS, Luiz Carlos Trabuco, ex-presidente do Bradesco, André Esteves, do BTG, Rubens Ometto, da Cosan, e José Seripieri, da Amil. A reunião durou quase três horas e teve como temas centrais o desafio de alcançar o equilíbrio fiscal, a política de taxa de juros, assim como o posicionamento do Brasil nas relações com os Estados Unidos e o ex-presidente Donald Trump. Lula iniciou a conversa com uma fala e, em seguida, ouviu ponderações dos convidados, antes de retomar a palavra para encerrar o encontro.

Além desse gesto direto ao setor produtivo, o presidente estuda a promoção de uma conferência em São Paulo, prevista para setembro, que deve reunir cerca de 200 executivos e investidores em evento organizado pelo grupo Prerrogativas, que tem o advogado Marco Aurélio de Carvalho à frente, em parceria com o ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa. Essa iniciativa reforça o esforço do governo para manter uma interlocução próxima com o setor privado em um momento de pressão para o ajuste fiscal.

Essa movimentação ocorre poucos dias após Flávio Bolsonaro ter promovido, na última quinta-feira (27), um encontro com banqueiros na região da Faria Lima, em São Paulo, considerada o principal centro financeiro do país. O evento foi realizado na residência de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil e sócio da gestora QMS, segundo informações da CNN Brasil. Essa reunião indica que o senador do PL também está empenhado em conquistar o apoio da elite econômica brasileira para as disputas políticas vindouras.

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Além dos movimentos no campo econômico, aliados do presidente Lula manifestam preocupação com possíveis impactos na esfera institucional. De acordo com apuração da Folha de S.Paulo e do UOL Notícias, há receio de que, caso o ministro Alexandre de Moraes seja afastado do Supremo Tribunal Federal (STF), o próximo presidente eleito teria o poder de nomear a maioria dos integrantes da corte — ou seja, 5 dos 11 ministros, incluindo três aposentadorias previstas e uma vaga aberta desde a saída de Luís Roberto Barroso. Esse cenário preocupa setores aliados ao governo, que veem risco à democracia, embora avaliem que o desgaste de Moraes junto à opinião pública é grande e que um apoio mais explícito a ele não seria estratégico neste momento.

Em meio a essa conjuntura, o delicado equilíbrio entre a disputa política, a influência econômica e as decisões sobre o Judiciário ganha contornos decisivos. A intensificação do diálogo e da mobilização entre Lula, Flávio Bolsonaro e os principais líderes empresariais revelam a importância do setor privado nas eleições e no futuro político do país.

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O que sabemos?

  • Lula recebeu um grupo de empresários no Palácio da Alvorada para discutir ajuste fiscal e política econômica.
  • Flávio Bolsonaro reuniu banqueiros na Faria Lima dias antes do encontro de Lula.
  • Lula planeja uma conferência com cerca de 200 executivos em setembro, em São Paulo.
  • Aliados de Lula manifestam preocupação com a possibilidade de Flávio nomear ministros do STF em caso de afastamento de Alexandre de Moraes.

Fontes

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