Política

Crise econômica no Chile gera desemprego recorde e manifestações

Em apuração ?

Medidas de austeridade e alta do petróleo impactam a população chilena, enquanto o governo enfrenta alta rejeição.

Pessoas protestando nas ruas de Santiago sob bandeiras chilenas
Imagem: BBC News Brasil

O Chile enfrenta sua maior crise econômica dos últimos anos, com desemprego atingindo 9,6%, investimentos estagnados e aumento dos preços dos combustíveis, gerando protestos e descontentamento social.

Segundo a fonte citada, o ministro da Fazenda do Chile, Jaime Quiroz, afirmou em um encontro com empresários cristãos que os números econômicos atuais não devem ser motivo de pessimismo, mesmo diante de indicadores preocupantes. Ainda assim, os dados revelam uma clara desaceleração: os investimentos privados e públicos cresceram zero no segundo trimestre, reflexo, sobretudo, da queda na construção civil, enquanto o desemprego atingiu 9,6%, seu maior nível em mais de cinco anos. Foi mencionado que a demanda interna praticamente não apresentou crescimento, e o custo de vida subiu 4,1% em doze meses, impulsionado pelo aumento no preço dos combustíveis. O Chile depende quase exclusivamente da importação de petróleo, o que torna a economia vulnerável às oscilações do mercado internacional.

Essa situação se dá no contexto de uma nova administração, liderada pelo presidente de direita radical José Antonio Kast, que assumiu o cargo em março com o compromisso de implementar um plano de austeridade fiscal. Apesar da promessa de reativar os investimentos e o emprego, pouco tempo após sua posse, a crise se agravou com a escalada do preço do barril de petróleo, consequência do conflito no Oriente Médio. A decisão do governo chileno de não intervir na alta dos combustíveis, deixando que ela fosse direcionada pelo mercado, ficou conhecida como 'bencinazo' e provocou manifestações de rua por parte da população, que se sentiu direta e injustamente afetada.

Ao transferir o impacto da alta do petróleo para os consumidores, o governo enfrentou uma elevação na inflação e uma perda de popularidade; Kast, cuja aprovação caiu para níveis mais baixos, viu sua gestão ameaçada. A decisão, justificada pelo principal economista de uma consultoria especializada como necessária para evitar um custo fiscal excessivo, gerou ainda mais desconfiança na economia local, prejudicando a confiança dos consumidores e agravando a dificuldade do governo em reverter a situação. Segundo informações, o país registrou uma retração do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,5% no primeiro trimestre e 0,2% no segundo, desempates que sinalizam a pior fase econômica desde a pandemia de covid-19.

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O que sabemos?

  • Desemprego atingiu 9,6%, maior em mais de cinco anos.
  • Investimentos privados e públicos tiveram crescimento nulo no segundo trimestre.
  • Preços dos combustíveis subiram devido ao aumento do petróleo no mercado internacional.
  • Governo chileno adotou estratégia de não intervenção para controle dos preços.
  • Crise econômica faz parte de um plano de austeridade do presidente Kast.

Fontes

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