Política

Conselho do MPF avalia investigação sobre atuação de Gonet no caso Banco Master

Confirmada por múltiplas fontes ?

Reunião nesta sexta-feira pode definir se procurador-geral será investigado por mensagens relacionadas ao banco

Imagem: Agência Brasil

O Conselho Superior do Ministério Público Federal se reúne para decidir se há elementos suficientes para investigar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre mensagens envolvendo o caso Banco Master, apurado pela Polícia Federal.

Na manhã desta sexta-feira (25), o Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) se reuniu às 10h para analisar se há condições de abrir uma investigação formal contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, relacionado a mensagens que fazem parte de uma apuração sobre o Banco Master. Segundo fontes ouvidas, o procedimento foi instaurado após a divulgação de mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pela Polícia Federal, nas quais o nome de Gonet aparece em diferentes contextos que ainda não foram totalmente esclarecidos.

A questão central gira em torno de mensagens nas quais o advogado Ciro Soares, que já atuou na defesa do Banco Master, teria intermediado contatos entre Gonet e Vorcaro. Ainda de acordo com informações da mesma fonte, em uma conversa datada de abril de 2024, Soares teria afirmado ao ex-banqueiro que “Gonet é firme” e que “amizade é tudo”. Essas declarações reforçam a suspeita de uma possível influência ou relacionamento que poderia justificar a abertura de uma investigação mais aprofundada, embora tais fatos ainda não tenham sido confirmados oficialmente pelas autoridades.

O procedimento foi recebido com certa resistência dentro do conselho. O subprocurador-geral Francisco Sanseverino, que atua como relator do caso, manifestou seu voto contra a abertura de uma investigação sobre Gonet nesta mesma sexta-feira. Segundo ele, não haveria elementos suficientes para justificar essa ação e também para afastar Gonet do caso envolvendo o Banco Master. Ainda assim, a decisão ainda não é definitiva, pois o voto do relator contou até o momento com a maioria dos conselheiros, incluindo os também subprocuradores Celso de Albuquerque Silva e Janice Agostinho Barreto Ascari, que votaram pela manutenção do chefe do MPF na condução do processo.

Outro ponto destacado é que, no momento da reunião, Gonet não participou da sessão, que ocorreu na sede do órgão em Brasília. O procurador-geral já negou qualquer irregularidade na sua atuação e ainda não se pronunciou oficialmente sobre o conteúdo das mensagens reveladas. O Conselho continua avaliando se as mensagens e os depoimentos disponíveis são suficientes para justificar a abertura de uma investigação formal contra Gonet, ou se o procedimento será arquivado, como deseja o relator.

Dentro desse cenário, o número de votos até agora indica que há três votos favoráveis à continuação da investigação (ou à manutenção do trabalho de Gonet no caso), enquanto a divergência de uma das subprocuradoras mostra que o tema ainda pode gerar polemica e uma eventual reviravolta na decisão. A sessão, que foi interrompida para almoço após a manifestação dos primeiros conselheiros, deve retomar os trabalhos após o intervalo, com a expectativa de futuras deliberações. Fica claro, pela complexidade do caso, que a questão envolve não só a suspeita sobre o procedimento de Gonet, mas também aspectos políticos e institucionais do Ministério Público Federal.

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O que sabemos?

  • O Conselho Superior do MPF se reúne para decidir sobre investigação contra Gonet.
  • O procedimento foi aberto após mensagens do celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro.
  • Mensagens revelam contatos entre Gonet, Vorcaro e advogado Ciro Soares.
  • O relator do caso votou contra a abertura de investigação.
  • Gonet nega irregularidades e ainda não se pronunciou oficialmente.

Fontes

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