Política

Debates sobre educação e tecnologia marcam congresso na USP

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Encontro celebra dez anos da Associação de Jornalistas de Educação e discute desafios atuais na cobertura do setor

Imagem de pessoas participando de debates no congresso na USP
Imagem: Jornal da USP

O 10º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, realizado na USP, abordou temas como inteligência artificial, polarização política, eleições de 2026, cidadania e orçamento na educação, com participação de especialistas e representantes do Ministério da Educação.

Nos dias 22 e 23 de setembro, o Centro Cultural Camargo Guarnieri da Universidade de São Paulo sediou o 10º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, organizado pela Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca). Este evento, que desde 2016 agrega jornalistas, professores, estudantes, pesquisadores e especialistas de diversas partes do mundo, celebrou também os dez anos de fundação da entidade. Segundo fontes da organização, o foco do encontro foi discutir os desafios atuais da cobertura da educação, especialmente diante de transformações tecnológicas, o aumento da polarização na sociedade e o impacto de temas como inteligência artificial e orçamentos públicos.

De acordo com a presidente da Jeduca, Renata Cafardo, as mudanças ao longo da última década têm sido profundas. Em entrevista divulgada pela própria organização, ela comentou: "Quando começamos a pensar na Jeduca, em 2015, era um outro Brasil. Não tínhamos passado por uma pandemia e as redes sociais ainda não ocupavam o espaço que ocupam hoje. Apesar de termos conseguido ampliar o acesso à educação e reduzir o analfabetismo, os resultados do Pisa mostram que nosso desempenho permanece praticamente o mesmo, sem evoluções significativas nesta década".

Além das reflexões sobre as mudanças tecnológicas, o congresso destacou o papel do jornalismo em um cenário de crescentes ataques à área, marcada por polarizações extremas, excesso de informações e a dificuldade de distinguir fatos de fake news. Ainda segundo Renata Cafardo, "fazer jornalismo de educação vai muito além de relatar as ocorrências nas escolas; é também contribuir para que a sociedade compreenda os grandes desafios e complexidades do setor". O evento marcou uma evolução na pauta no Brasil, que começou a ganhar mais atenção na mídia a partir de 2017, com parcerias e autônomas, crescendo em repercussão ao longo dos anos.

Na abertura da edição comemorativa, uma novidade chamou a atenção: uma mesa feita inteiramente de crianças de dez anos, mesma idade da própria Jeduca. Os estudantes, participantes do programa Imprensa Jovem no Ar, desenvolvido pela Prefeitura de São Paulo em parceria com a TV Cultura, compartilharam suas visões sobre o que esperam da educação e do jornalismo, trazendo uma perspectiva genuína e inovadora. Ao longo dos dois dias de eventos, temas como a polarização na eleição de 2026, o orçamento da educação e as implicações da inteligência artificial entraram na pauta de debates, refletindo as principais preocupações da sociedade moderna.

Segundo ainda informações divulgadas, aguardam confirmação fontes adicionais, mas a presença do ministro da Educação nesse tipo de evento demonstra a relevância do tema para o governo e a sociedade brasileira. O congresso também analisou o impacto da polarização política na cobertura educacional, uma questão que deve se intensificar nas próximas eleições, previstas para 2026, além de discutir as estratégias de financiamento e priorização de recursos na área da educação.

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O que sabemos?

  • Congresso na USP discutiu inteligência artificial, polarização, eleições de 2026, cidadania e orçamento na educação.
  • Evento comemorou dez anos da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca).
  • Participaram/ministros e jornalistas de destaque, com debates focados nos desafios da cobertura educativa.
  • Mesa de abertura contou com crianças de dez anos do programa Imprensa Jovem no Ar.
  • Aguardam confirmação oficial sobre a participação do ministro da Educação.

Fontes

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