CEO de gestora ligada a Flávio Bolsonaro sugere cortes de gastos públicos ao assumir
Walter Maciel afirma que, se eleito, governo deveria focar em economia com aposentados, servidores e Judiciário
Segundo Walter Maciel, CEO da AZ Quest e eleitor declarado de Flávio Bolsonaro, uma possível futura administração do político do PL deveria priorizar cortes em despesas com aposentados, funcionários públicos e Judiciário, deixando para trás outras ações de ajuste fiscal.
O empresário Walter Maciel, que atua como CEO da gestora de fundos AZ Quest e é eleitor declarado de Flávio Bolsonaro, tem manifestado publicamente sua visão sobre as primeiras ações que, na sua opinião, um eventual governo do candidato do PL deveria adotar. Segundo ele, o foco inicial deve estar na redução de gastos relacionados a aposentados, servidores públicos e o Judiciário, deixando para depois medidas como o combate às emendas parlamentares e às renúncias fiscais, que ele considera menos urgentes.
Maciel, que também atua como uma espécie de cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro em vídeos nas redes sociais, destacou que, em seu entendimento, a prioridade deveria ser atacar o que ele chamou de 'frutas baixas', ou seja, as despesas mais fáceis de serem cortadas e que proporcionariam ganhos rápidos nas contas públicas. Segundo ele, essas ações poderiam gerar uma economia de cerca de R$ 60 bilhões imediatamente, algo considerado mais eficiente do que a luta contra emendas orçamentárias, que ele acredita terem um custo político maior.
Por outro lado, Maciel também mencionou que, na sua avaliação, o ajuste na Previdência Social traria uma economia ainda maior ao País. Ele explicou que não faz sentido o reajuste na remuneração dos aposentados ser equiparado ao dos trabalhadores na ativa, defendendo que o benefício deveria ser corrigido apenas pela inflação, para evitar perdas reais e proteger quem já se aposentou. Segundo ele, ao separar as regras de cálculo para aposentados e salários mínimos, a economia potencial chegaria a R$ 1,2 trilhão, uma quantidade significativa que poderia contribuir para a melhora do fiscal do Brasil.
O empresário afirmou que mantém contato com membros da equipe de campanha do eventual futuro presidente, incluindo nomes como Adolfo Sachsida e Daniella Marques, indicando que suas opiniões e estratégias podem estar alinhadas às propostas do núcleo de campanha do deputado. Ainda não há confirmação oficial de que essas sugestões estejam sendo formalizadas pelo candidato ou sua equipe, e o próprio Flávio Bolsonaro não se pronunciou sobre o tema até o momento.
A estratégia de focar inicialmente em cortes considerados 'fáceis' e de grande impacto na economia reflete uma tentativa de mostrar uma postura de austeridade e eficiência na gestão pública, mas também levanta debates sobre os impactos sociais dessas ações, especialmente para aposentados e servidores. A discussão sobre essas medidas será certamente uma das mais acompanhadas no cenário político e econômico do Brasil, caso o próximo governo siga por esse caminho.
O que sabemos?
- Walter Maciel, CEO da AZ Quest, defende cortes de gastos públicos ao assumir
- Ele sugere priorizar redução de despesas com aposentados, servidores e Judiciário
- Maciel acredita que essas ações podem gerar economia de R$ 60 bilhões rapidamente
- Também estima que reformas na Previdência poderiam economizar até R$ 1,2 trilhão
- Ele tem contato com membros da campanha de Flávio Bolsonaro
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
- UOL Notícias imprensa





