Política

Mudanças na composição ideológica do Legislativo fluminense revelam avanço da direita ao longo de 20 anos

Em apuração ?

Estudo da UFRJ mostra crescimento de partidos de direita na Alerj e na Câmara do Rio

Gráfico ilustrando crescimento da direita na política do Rio ao longo de 20 anos
Imagem: G1

Pesquisa recente da UFRJ aponta que a presença da direita na política do Rio de Janeiro aumentou significativamente na última duas décadas, mudando o panorama do Legislativo estadual e federal.

Uma pesquisa conduzida pelo Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada (LAPPCOM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) revela uma mudança expressiva na composição ideológica do Legislativo fluminense nas últimas duas décadas. Segundo o levantamento, a presença de partidos classificados como de direita na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) cresceu de 52% em 2002 para acima de 60% a partir de 2006, consolidando-se como maioria absoluta na legislatura de 2022. Além disso, o estudo aponta que, atualmente, mais da metade dos deputados classificados como de direita estão em partidos considerados de direita ou extrema-direita, configurando uma mudança interna neste espectro político. A pesquisa também demonstra que na bancada do Rio na Câmara dos Deputados, 67% dos deputados federais representam essa tendência, enquanto a esquerda possui apenas 23%. Ainda assim, o estudo destaca que, mesmo com divisões ideológicas evidentes, parlamentares de diferentes espectros costumam votar juntos em temas específicos, como as votações sobre royalties do petróleo. Os dados do levantamento também indicam uma evolução na classificação dos partidos, com uma maior presença de siglas mais à direita, enquanto o centro, que em 2002 tinha 22% dos parlamentares, deixou de ser identificado na última legislatura. Segundo Mayra Goulart, coordenadora do LAPPCOM, essa mudança sinaliza um redimensionamento na própria configuração do espectro de direita, que antes era hegemonizado por partidos tradicionais, e hoje é dominada por novas siglas. Ainda não há confirmação oficial se essas tendências impactarão a dinâmica política de forma definitiva, pois as análises levam em conta dados até o momento atual e podem sofrer alterações com novas eleições ou mudanças internas nos partidos.
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O que sabemos?

  • A direita ocupa mais de 60% das cadeiras na Alerj desde 2006.
  • Mais da metade dos deputados de direita na atual legislatura estão em partidos de direita ou extrema-direita.
  • Na bancada do Rio na Câmara, 67% dos deputados federais são de direita.
  • A esquerda representa 23% dos deputados estaduais e federais.
  • A classificação ideológica dos partidos foi feita pelo LAPPCOM, da UFRJ, e pode evoluir com novos dados.

Fontes

  • G1 imprensa
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