Relatos indicam perseguição a perfis críticos na internet durante o pleito de 2022
Investigações apontam para ações coordenadas do TSE que impactaram liberdade de expressão
Segundo fontes, houve uma mobilização do Tribunal Superior Eleitoral para retirar conteúdos considerados ofensivos ou falsos, afetando canais de direita e influenciando o clima eleitoral.
De acordo com informações ainda não confirmadas oficialmente, uma série de ações coordenadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022 teria resultado na remoção de diversos conteúdos na internet, supostamente com o objetivo de limitar a circulação de opiniões contrárias ao então favorito, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo fontes ouvidas, o impacto dessas ações teria sido maior sobre perfis críticos ao governo e ao sistema eleitoral, incluindo canais de direita bastante conhecidos no Brasil.
Segundo relatos, após a eleição, o TSE teria se empenhado em ordenar a retirada de conteúdos que relacionavam o então candidato Lula a escândalos de corrupção, como o mensalão e o petrolão, além de eliminar publicações que supostamente apoiavam aspectos da agenda negativa, como o apoio ao aborto legalizado. Ainda de acordo com as fontes, essas ordens envolveram ações rápidas e uma pressão significativa sobre plataformas digitais, incluindo suspensão de contas e remoção de posts considerados ofensivos ou falsos, mesmo quando não havia confirmação de falsidade.
Um ponto destacado por fontes é que o aparato de fiscalização e censura teria sido centrado na figura de Alexandre de Moraes, então ministro do TSE, levando a uma espécie de cerco que, segundo alguns, impactou desproporcionalmente a liberdade de expressão de perfis considerados críticos ao sistema eleitoral ou ao então candidato Bolsonaro. Uma das consequências, segundo esses relatos não oficiais, foi o fechamento de veículos de comunicação alinhados à direita, como o jornal Terça Livre, que teria sido encerrado após pressão judicial, e o proprietário Allan dos Santos, que teria saído do Brasil sob ameaças de prisão. Essas ações ainda não foram confirmadas por órgãos oficiais.
Durante a campanha, também teria havido uma atuação semelhante na remoção de publicações de apoiadores de Bolsonaro, especialmente aquelas que relacionavam Lula ao crime organizado ou que citavam a defesa do aborto legal, um tema que, segundo declarações do próprio Lula, ele apoia. Pessoas próximas a esse movimento afirmam que o objetivo era restringir o avanço de opiniões contrárias ao governo e ao sistema jurídico eleitoral brasileiro, levantando debates sobre a liberdade na era digital.
Por enquanto, essas informações permanecem no campo de investigações e análises de fontes secundárias, e o próprio TSE não se pronunciou oficialmente sobre esse conjunto de ações. Tais acontecimentos refletem uma discussão maior sobre o equilíbrio entre segurança eleitoral e liberdade de expressão, tema que segue em evidência na atualidade brasileira.
O que sabemos?
- Informações de fontes secundárias indicam ações coordenadas do TSE durante o segundo turno das eleições de 2022 relacionadas à remoção de conteúdos online.
- Relatos sugerem maior impacto sobre perfis considerados críticos ao sistema eleitoral e ao então candidato Bolsonaro.
- Relatos indicam que o TSE teria ordenado a retirada de conteúdos relacionados a escândalos de corrupção e temas como aborto legal.
- Fontes afirmam que veículos de comunicação considerados aliados à direita, como o jornal Terça Livre, teriam sido encerrados após pressão judicial, e o proprietário Allan dos Santos teria saído do Brasil sob ameaça de prisão.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





