Policial

Moradores de Divinésia investigam série de agressões e mortes de cães

Em apuração ?

Seguem suspeitas de violência contra animais no interior de Minas Gerais, com moradores e autoridades preocupados

Cães feridos e mortos sendo assistidos por moradores na zona rural de Divinésia
Imagem: G1

A cidade de Divinésia vive um momento de tensão com denúncias de agressões e mortes de cães. Polícia Civil e Ministério Público atuam na apuração, enquanto moradores reforçam preocupação e ações de proteção aos animais.

Nos últimos meses, moradores de Divinésia, no interior de Minas Gerais, têm denunciado uma série de casos de violência contra cães que, até o momento, permanecem sem solução. Segundo relatos da população e informações obtidas junto ao órgão policial, os episódios começaram em setembro, com registros de animais feridos, mutilados e mortos, alguns deles em estado de decomposição até o dia 11 de outubro, quando um cão foi encontrado morto na cidade. Ainda de acordo com a Polícia Militar e moradores, pelo menos seis cães apresentaram ferimentos por cortes pelo corpo, enquanto outros dois possíveis casos de envenenamento também foram registrados. Um vídeo divulgado nas redes sociais no dia 30 de setembro pela Prefeitura de Divinésia mostra que a administração pública solicitou oficialmente a abertura de inquérito policial, enviando as denúncias à Polícia Civil. Porém, ainda não há confirmação se todos os casos estão sob investigação formal ou se há alguma prisão relacionada às agressões. No relatório elaborado por moradores, há fotos e dados de cada animal atingido, incluindo uma cadela chamada Raposinha, encontrada com suspeita de envenenamento, e um cão apelidado de Cabeção, que foi atropelado próximo a uma praça pública. Além disso, uma ONG de proteção animal de Senador Firmino, que atua na região, afirmou que alguns ferimentos envolvem mutilação, sugerindo alguma ação intencional contra os animais. Porém, a polícia não confirmou oficialmente autoria desses crimes até o momento. Ainda não há informações concretas sobre a autoria ou motivação desses crimes, e o caso mais recente, envolvendo o cão encontrado morto em decomposição, ainda não teve formalização de denúncia perante as autoridades policiais, segundo o Ministério Público, que informou não ter recebido notícias oficiais sobre o episódio na promotoria local. A legislação estadual já prevê que o município deve implementar políticas públicas de proteção animal, algo que, segundo fontes do órgão, seria uma medida obrigatória após ações do Ministério Público de Minas Gerais iniciadas em 2021 e confirmadas por sentença de 2022. A questão preocupa não apenas pela gravidade dos atos, mas também pelo impacto na comunidade, que teme por uma escalada da violência contra os animais. Moradores têm elaborado relatórios com fotos, e também esperam que as autoridades tomem providências mais efetivas para apurar os casos e proteger os animais ameaçados.
Publicidade

O que sabemos?

  • Casos de violência contra cães começaram em setembro.
  • Ao menos oito cães apresentaram ferimentos ou suspeitas de envenenamento.
  • Um cão foi encontrado morto em decomposição em 11 de outubro.
  • A Prefeitura solicitou abertura de inquérito policial.
  • Polícia Militar registrou boletim de ocorrência, mas ninguém foi preso.
  • ONG aponta possibilidade de mutilação em alguns casos.
  • A Justiça determinou que o município adotasse medidas de proteção animal em 2022.

Fontes

  • G1 imprensa
Publicidade