Drones e militares estrangeiros marcam o último dia de eleições na Rússia
A intensificação do conflito e o cenário político polarizado revelam a complexidade da guerra na Ucrânia
No final do período de votação, a Rússia enfrenta uma crise de apoio às suas ações militares, enquanto ataques com drones aumentam na fronteira com a Ucrânia. Soldados norte-coreanos também podem estar contribuindo na ofensiva russa.
Na última manhã de votação, um grande aumento na atividade militar chamou a atenção na fronteira entre a Ucrânia e a Rússia. Segundo fontes, mais de mil drones foram lançados contra alvos na Rússia, incluindo Moscou, o que configura o maior ataque aéreo do tipo registrado na capital até o momento, resultando na morte de duas pessoas e atingindo uma refinaria. Ainda que essas informações não tenham sido oficialmente confirmadas, fontes próximas ao assunto destacaram a gravidade do episódio e a crescente intensidade dos confrontos.
As eleições na Rússia, que entraram no seu terceiro e último dia, também fizeram parte de um momento político delicado. Segundo a CNN Brasil, os comícios representam uma espécie de teste de apoio à guerra na Ucrânia, o que, na visão do governo de Vladimir Putin, demonstra o respaldo popular às políticas de guerra. Essa é a primeira votação parlamentar desde que o conflito em grande escala começou em fevereiro de 2022, marcando um momento decisivo para o Kremlin, especialmente em um sistema que, segundo críticos, dificulta a participação de candidatos com posições pacifistas. A expectativa é de que o partido governista, Rússia Unida, mantenha sua maioria, reforçando a narrativa oficial de que a população aprova a continuidade do conflito, que já é considerado o mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Na arena internacional, uma notícia que chamou atenção foi a possível participação de soldados norte-coreanos na guerra. Segundo o G1, a Coreia do Norte enviou tropas especiais para lutar ao lado das forças russas, na tentativa de repelir uma ofensiva ucraniana dentro do território russo, especialmente na região de Kursk, no final de 2024. Estimativas indicam que até três mil soldados norte-coreanos podem ter morrido em combate, entre um total de 13 mil destacados para a operação. Essas tropas, que são descritas como uma espécie de elite ou “soldados fantasmas”, teriam preferido a morte ao se render, atuando de forma implacável e dificultando o avanço ucraniano na fronteira.
Desde então, pouco se sabe sobre a sua atuação, que parece ter sido descontinuada ou secreta. Ainda assim, fontes indicam que a estratégia norte-coreana envolveu táticas de resistência extrema, contribuindo para que as forças russas conseguissem retirar as forças ucranianas da região de Kursk. As atividades dos soldados norte-coreanos, no entanto, permanecem sob sigilo, e o impacto dessa participação ainda não foi totalmente avaliado no cenário de guerra internacional. Embora os detalhes oficiais ainda não tenham sido confirmados, essa informação reforça o caráter internacional do conflito, envolvendo aliados e estratégias pouco convencionais.
O que sabemos?
- Mais de mil drones foram lançados contra a Rússia, maior ataque a Moscou até agora.
- Durante as eleições na Rússia, duas pessoas morreram após ataque na capital, e uma refinaria foi atingida.
- A eleição na Rússia é vista como um teste de apoio público à guerra na Ucrânia.
- Soldados norte-coreanos possivelmente participaram de combates ao lado da Rússia, com até 3 mil mortos em ação.
- Coreia do Norte enviou tropas especiais para ajudar na linha de frente contra ucranianos na Rússia, especialmente na região de Kursk.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- CNN Brasil imprensa
- G1 imprensa
- BBC News Brasil imprensa
- BBC News Brasil imprensa





