Policial

Polícia prende suspeitos por esquema de cadastros fraudulentos de motoristas de aplicativo no DF

Em apuração ?

Grupo criado mais de 600 cadastros falsos para motoristas sem habilitação ou com restrições, com prejuízo estimado de R$ 200 mil

Policiamento em operação policial no DF envolvendo suspeitos de fraude em cadastro de motoristas.
Imagem: G1

Operação realizada nesta quinta-feira (3) resultou na prisão de quatro pessoas suspeitas de fraudar cadastros em plataformas de transporte. Suspeitos ofereciam serviços por cerca de R$ 200 e criaram esquema que prejudicou a segurança no trânsito.

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta quinta-feira (3) quatro suspeitos de montar uma rede de fraudes envolvendo cadastros de motoristas de aplicativos de transporte. A investigação, que ainda está em andamento, foi desencadeada após uma denúncia de uma empresa do setor, ainda não confirmada oficialmente, sobre indícios de irregularidades no sistema de cadastro de motoristas. Segundo fontes da investigação, o grupo criou mais de 600 cadastros falsos, permitindo que pessoas sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), com CNH vencida, ou com antecedentes criminais pudessem atuar como motoristas da plataforma.

De acordo com o que foi divulgado, o esquema envolvia a cobrança direta de cerca de R$ 200 pelos cadastros fraudulentos. Esses valores eram pagos pelos interessados para obter acesso à plataforma, mesmo com restrições ou bloqueios, facilitando, assim, a circulação de motoristas sem condições legais ou de segurança adequadas. A operação constatou ainda que o serviço de cadastro fraudulento era anunciado em redes sociais e grupos de aplicativos de mensagens, oferecendo veículos considerados em situação irregular — como motos atrasadas ou carros antigos — e garantindo que os condutores poderiam começar a trabalhar sem passar pelas burocracias normais do setor.

Durante a ação policial, foram apreendidos diversos aparelhos eletrônicos, incluindo computadores, tablets, celulares, além de pen drives, chips, documentos, cartões bancários e veículos. Os investigadores também identificaram que os verdadeiros condutores eram vinculados a cadastros falsificados, utilizando informações de terceiros, o que dificultaria ações de denúncia por parte dessas vítimas, já que seus dados não correspondiam à realidade. Segundo o delegado responsável pela investigação, além do prejuízo financeiro estimado em R$ 200 mil, a prática coloca em risco a segurança no trânsito e a integridade dos usuários, pois inibe ações de fiscalização e fiscalização de irregularidades.

Um dos suspeitos presos em Goiás é apontado como o principal articulador do esquema. Ele teria recebido valores mais altos por reativar contas que haviam sido bloqueadas, além de ter sido encontrado com 12 dispositivos eletrônicos durante a prisão. Os outros três detidos são considerados colaboradores que forneceram informações importantes à investigação. Ainda há duas pessoas foragidas, cuja captura é pretendida pela polícia. A prisão temporária dos envolvidos é de cinco dias, podendo ser prorrogada ou convertida em preventiva, dependendo do avanço das apurações. A polícia também não informou qual aplicativo de transporte foi alvo da denúncia, mantendo o sigilo sobre essa parte da investigação.

Publicidade

O que sabemos?

  • Suspeitos criaram mais de 600 cadastros falsos para motoristas.
  • Cadastros eram vendidos por cerca de R$ 200.
  • Esquema envolvia motoristas sem CNH, com CNH vencida ou bloqueada.
  • Polícia apreendeu aparelhos eletrônicos e veículos.
  • Operação resultou na prisão de quatro pessoas, duas ainda foragidas.

Fontes

  • G1 imprensa
Publicidade