Polícia do RS afirma ter convicção de que jovem desaparecida há três semanas foi vítima de homicídio
Autoridades indicam que motorista Gabriela Cardoso foi morta no próprio dia do desaparecimento, mas corpo ainda não foi localizado
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul confirmou nesta terça-feira que tem certeza de que Gabriela Evaldt Cardoso, de 23 anos, foi vítima de homicídio cerca de três semanas após desaparecer na região litorânea. Ainda não há pistas do paradeiro do corpo da jovem, cuja localização permanece um mistério.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, a jovem Gabriela Evaldt Cardoso, de 23 anos, desaparecida desde o dia 6 de setembro após sair de Torres rumo a Tramandaí, foi confirmada como vítima de homicídio. A afirmação foi feita nesta terça-feira (29) e divulgada como resultado de investigações que ainda estão em andamento. A polícia declarou possuir a "convicção técnica" de que Gabriela foi morta no próprio dia em que foi vista pela última vez, mas ainda não há confirmação oficial sobre a localização do corpo.
De acordo com a apuração, às 22h daquele dia, Gabriela conversou com uma amiga e garantiu que estava bem, além de informar que iria até a casa de sua mãe, em Torres, para devolver um carro que ela dirigia. Contudo, ela nunca chegou ao destino, o que levantou suspeitas entre investigadores. O último contato registrado com Gabriela foi por volta das 23h, e desde então, ela desapareceu sem deixar rastros. Ainda segundo fontes, a Polícia Civil está empenhada em esclarecer as circunstâncias do crime e determinar os possíveis motivos por trás do desaparecimento, mas nenhuma informação oficial confirmou qualquer suspeita ou motivação até o momento.
A localização do carro de Gabriela foi um dos principais pontos na investigação. Após uma denúncia anônima, o veículo foi encontrado dez dias depois do sumiço, em uma casa desocupada em Tramandaí. O carro estava sem placa e sem uma calota, o que dificultou sua identificação inicial. Perícias de DNA foram solicitadas pela polícia para análise de uma unha encontrada dentro do automóvel, além de outros vestígios coletados na cena. Os investigadores também solicitaram acesso às redes sociais e aos dados do celular da jovem, na tentativa de obter pistas adicionais sobre seu paradeiro. Ainda não há uma previsão de quando os resultados dessas análises ficarão prontos.
As buscas por Gabriela foram retomadas nesta quarta-feira, após uma pausa devido às fortes chuvas e ao mau tempo que interromperam as atividades de campo marcadas anteriormente. Os policiais continuam realizando varreduras em novos quadrantes considerados estratégicos, na esperança de encontrar qualquer vestígio ou o corpo da vítima. Segundo o delegado responsável pelo caso, as operações continuam em andamento, porém, até o momento, nada foi encontrado que possa esclarecer o paradeiro de Gabriela ou indicar possíveis suspeitos. A família da jovem aguarda ansiosamente por respostas, enquanto a mãe declarou à imprensa que a situação é "horrível" e uma "dor inexplicável".
O que sabemos?
- Gabriela desapareceu em 6 de setembro após sair de Torres por volta das 22h.
- Último contato dela foi às 23h com uma amiga, garantindo estar bem.
- Carro de Gabriela foi encontrado dez dias depois em uma casa desocupada em Tramandaí, sem placa e calota.
- Polícia afirma ter convicção de que Gabriela foi vítima de homicídio no próprio dia do desaparecimento.
- Investigações incluem análises de DNA, periciado uma unha encontrada no carro e acesso ao celular da jovem.
Fontes
- G1 imprensa





