Paraná reconhece erro judicial e pede desculpas a ex-policial que esteve 12 anos na prisão
Após anos de injustiça, Estado do Paraná oficializa reparação a Gerson Milusk de Carvalho
O Estado do Paraná formalizou a reparação a Gerson Milusk de Carvalho, ex-policial injustamente preso por 12 anos. A cerimônia aconteceu no Fórum de Pitanga e envolveu assinatura de acordo com recomendações internacionais.
O Estado do Paraná realizou na última quinta-feira (15) um ato histórico ao reconhecer oficialmente um grave erro judicial cometido contra Gerson Milusk de Carvalho, um ex-policial militar que passou 12 anos preso e torturado por uma acusação que, segundo as investigações, era infundada. Essa decisão representa uma importante vitória para a luta pelos direitos humanos e por justiça, especialmente após anos de violências físicas e psicológicas sofridas pelo próprio Gerson e seus familiares.
Segundo informações de uma fonte ligada à apuração, a reviravolta ocorreu durante uma cerimônia no Fórum de Pitanga, onde representantes de diversas instituições públicas assinaram um acordo de reparação. A iniciativa atende a uma recomendação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que analisou detalhadamente as violações cometidas durante todo o processo, incluindo prisões ilegais e sessões de tortura para obtenção de confissões falsas. Ainda não há confirmação de outras fontes, mas a assinatura do documento contou com a participação ativa da Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR), que garantirá o acompanhamento do cumprimento das medidas de reparação necessárias.
De acordo com a fonte, Gerson foi preso em 1995 sob a acusação de participação em um duplo assassinato, uma acusação que, segundo o processo de revisão, foi feita sem uma ordem judicial válida. Durante sua detenção, ele foi submetido a sessões de tortura física e psicológica, o que agravou ainda mais a injustiça sofrida. Além disso, seus direitos fundamentais foram violados, com uso de provas ilegais e ausência de uma assistência jurídica adequada ao longo de todo o trâmite judicial. Essas violações levaram a uma condenação que, hoje se sabe, não tinha base nos fatos.
O ex-policial, que hoje tem 47 anos, participou da cerimônia e discursou sobre a importância da justiça. Segundo ele, sua trajetória mostra o quanto a vida e o tempo de uma pessoa podem ser perdidos quando o sistema não escuta ou não investiga corretamente.
Fontes
- UOL Notícias imprensa




