Policial

Operação revela esquema de fraudes em licitações de cantinas em presídios do RJ

Em apuração ?

Denúncia do Ministério Público aponta envolvimento de policiais e funcionários públicos em organização criminosa

Caminhão de polícia durante operação no Rio de Janeiro
Imagem: CNN Brasil

Mais de R$ 25 milhões em prejuízo ao erário foi identificado em investigação que apura controle fraudulento de licitações de cantinas nos presídios do Rio de Janeiro.

Uma grande operação policial foi desencadeada nesta terça-feira (1º) no Rio de Janeiro, após a denúncia do Ministério Público do Estado (MPRJ) sobre uma organização criminosa que teria controlado, entre 2015 e 2024, os processos de licitação para exploração de cantinas em presídios do estado, causando prejuízo superior a R$ 25 milhões aos cofres públicos. Segundo informações divulgadas, a ação ocorre na capital, em Mesquita e Duque de Caxias, com mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços ligados aos investigados, expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa. Ainda não há confirmação oficial de que todos os envolvidos tenham sido presos, mas a operação visa desmantelar a estrutura criminosa suspeita de dominações ilegais no setor.

Os nomes citados no processo como integrantes do núcleo de comando da organização incluem Anderson Sabino de Oliveira, Ronaldo Barbosa Souza — que é policial penal —, Arildo Santana Filho, Sérgio Rômulo Ferreira do Nascimento, Leandro Rodrigues Mendonça e Alexandre Costa da Silva. Além deles, o então subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento, Rafael Rodrigues de Andrade, também foi mencionado pela acusação, que afirma que ele teria favorecido o grupo ao desclassificar empresas que não integravam o suposto cartel.

De acordo com a denúncia, o esquema funcionava de modo a manipular os resultados das licitações, onde empresas subordinadas ao grupo recebiam vantagens indevidas. Uma licitação realizada em 2019, por exemplo, teria sido decidida de forma a favorecer certos concorrentes, que venceram 38 dos 40 lotes de cantinas ofertados. A investigação aponta que essas empresas estariam submetidas a um mesmo controle, o que configuraria prática de fraude, além de organização criminosa. Ainda aguarda-se a confirmação de detalhes específicos, uma vez que a denúncia foi baseada em provas do Gaeco, grupo especializado no combate ao crime organizado, conforme a fonte do Ministério Público.

Por ora, o que se sabe é que a operação é uma etapa de apuração dos fatos, e o clube ainda não se pronunciou oficialmente sobre possíveis prisões ou desfechos futuros. A expectativa é que novas informações sejam divulgadas após as investigações, que continuam em andamento. Essa denúncia traz à tona um tema importante de controle de licitações públicas e o combate a esquemas de corrupção, que sempre despertam atenção da sociedade e das autoridades.

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O que sabemos?

  • Denúncia do MPRJ envolvendo 22 pessoas.
  • Investigações apontam controle de licitações por uma organização criminosa no RJ.
  • Prejuízo superior a R$ 25 milhões aos cofres públicos.
  • Integrantes do núcleo de comando incluem policiais e funcionários públicos.
  • Licitação de 2019 teve 38 de 40 lotes vencidos pelo mesmo grupo.

Fontes

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