Policial

Novo julgamento reacende debate sobre assassinato de jogador em Catanduva

Em apuração ?

Duas irmãs enfrentam nova fase do processo após decisão judicial que anulou condenações anteriores

Fachada do fórum de Catanduva durante julgamento de irmãs acusadas de assassinar jogador
Imagem: G1

Duas irmãs acusadas de envolvimento na morte do jogador Rafael Serrano em 2015 serão julgadas novamente, após decisão da Justiça que anulou suas condenações de 2018.

Onze anos após a morte do jogador Rafael de Lima Serrano, ocorrida em fevereiro de 2015 na cidade de Catanduva, no interior de São Paulo, duas irmãs envolvidas no caso foram chamadas a passar pelo júri novamente. Segundo informações do tribunal, Natália Cristina Staine, atualmente com 33 anos, e Tamires Cristina Staine, de 35, terão sua participação na investigação revista nesta quinta-feira (17), após a Justiça ter definido que suas condenações anteriores precisavam ser reapreciadas.

O crime, que chocou a cidade, aconteceu na residência da ex-namorada da vítima, no bairro Solo Sagrado, e foi marcado por uma emboscada na qual Rafael foi morto a tiros e facadas. Ainda de acordo com informações do tribunal, o assassinato teve como motivo uma discussão relacionada à paternidade, que teria escalado para o homicídio planejado por parte de membros da mesma família.

Na primeira fase do processo, ocorrida em 2018, outros dois homens ligados à família foram condenados e continuam presos; uma quinta pessoa, também acusada, foi considerada inocente na época. Contudo, as irmãs foram condenadas na ocasião, com penas que variaram de aproximadamente 16 a 25 anos de prisão, em regime fechado. O julgamento daquele momento durou mais de 17 horas e contou com a participação de várias testemunhas.

Apesar da condenação, em 2020 o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu anular o julgamento contra as irmãs, alegando irregularidades na investigação, sobretudo no acesso a conversas de WhatsApp obtidas sem autorização durante o processo. Essa decisão permitiu que elas voltassem a responder ao processo em liberdade enquanto aguardam novo julgamento, marcado para esta semana após recursos apresentados pelas defesas, que contestaram a legalidade de provas usadas na primeira instância.

O relator do caso, desembargador Francisco Orlando de Souza, foi claro ao afastar as alegações de nulidade feitas pelas advogadas, embora tenha afirmado a necessidade de realizar um novo júri para que as condenações possam ser definitivas. As defesas continuam negando qualquer envolvimento das irmãs no assassinato, enquanto a polícia e o delegado responsável afirmam que há convicção de que a família planejou o crime, com mensagens trocadas que indicam a intenção de matar o jogador. Ainda assim, a investigação ainda não foi oficialmente confirmada por outros órgãos ou fontes independentes além do tribunal.

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O que sabemos?

  • Dois julgamentos de irmãs acusadas de envolvimento na morte de Rafael Serrano são marcados para 17 de maio.
  • Condenações ocorreram em 2018, mas foram anuladas pela Justiça em 2020 devido a irregularidades.
  • Crime ocorreu em 2015 na residência da ex-namorada da vítima, envolvendo tiros e facadas.
  • A motivação do assassinato estaria relacionada a uma discussão de paternidade.
  • Outros membros da mesma família já foram condenados a penas de prisão.

Fontes

  • G1 imprensa
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