URGENTE Policial

Avalanche na fronteira entre Nepal e China causa mais de mil mortes e dezenas de desaparecidos

Confirmada por múltiplas fontes ?

Deslizamento de lama, gelo e rochas devastou vilarejos e deixou milhares de pessoas desaparecidas na região dos Himalaias

Imagem de deslizamento de lama e rochas no topo do Himalaia, com montanhas ao fundo.
Imagem: BBC News Brasil

A tragédia ocorreu após um enorme deslizamento que gerou uma avalanche histórica, afetando o Nepal e a região autônoma do Tibete na China. Já são mais de 1.000 mortos e milhares de desaparecidos, com operações de resgate em andamento.

Um desastre natural de proporções épicas atingiu a fronteira entre o Nepal e a China, provocando uma avalanche que deixou mais de 1.000 mortos e milhares de desaparecidos, segundo informações repassadas pelas autoridades de ambos os países. O evento, causado possivelmente pelo aumento das temperaturas e alterações nas geleiras do Himalaia, destruiu vilarejos inteiros e dificultou as operações de resgate na região.

De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo Departamento de Gestão de Desastres do Nepal, o número de vítimas fatais no país atingiu 987, enquanto na região do Tibete, na China, foram confirmadas 16 mortes, elevando o total para 1.003 mortos. Ainda há mais de 4.400 pessoas desaparecidas entre os dois territórios; 3.916 no Nepal e 546 no Tibete, incluindo 583 estrangeiros do mais de 30 países que estavam na área no momento da tragédia. A China estimou que pelo menos 261 estrangeiros estão entre os desaparecidos, com destaque para cidadãos indianos, que representam uma parcela significativa, além de pessoas do Nepal, Ucrânia, Malásia, Austrália, Reino Unido e outros países.

Segundo fontes locais e internacionais, o evento foi desencadeado por uma enorme onda de água gelada, detritos, rochas e gelo que desabou de uma geleira no topo do Himalaia, criando uma enorme avalanche que percorreu quase 100 quilômetros rio abaixo. Imagens de satélite e vídeos de câmeras de segurança mostram a devastação: construções desapareceram, pontes foram destruídas e o vale ficou praticamente arrasado. Uma testemunha que trabalha na fronteira relatou que, naquele dia, o movimento na passagem era maior que o habitual, e que a avalanche pareceu surgir numa parede escura que, após ganhar forma, se movesse rapidamente pela região. Especialistas apontam que o clima mais quente na região tem acelerado o derretimento das geleiras, aumentando a vulnerabilidade de áreas montanhosas a deslizamentos e avalanches.

As buscas continuam, com equipes mobilizadas que já resgataram aproximadamente 8.700 pessoas. Uma preocupação adicional é o fato de que, após o desabamento, uma cicatriz visível na face da montanha indica um evento de grande escala, semelhante a outros deslizamentos históricos, como o ocorrido em fevereiro de 2021 na Índia, que também teve consequências devastadoras na mesma região de alta montanha. Ainda não há informações oficiais confirmando a origem exata do deslizamento, mas especialistas alertam que o aumento das temperaturas globais aumenta a probabilidade de novos desastres nesta área vulnerável. Além disso, o governo chinês puniu dez pessoas por espalhar boatos na internet sobre o número de mortos nesta tragédia, classificada por Pequim como calúnia, o que também mostra o impacto social e político do evento.

Essa avalanche, considerada uma das maiores já registradas na região, reforça as preocupações de que o aquecimento global está agravando os riscos de desastres em regiões de alta altitude. O episódio serve como um alerta de que, embora a ciência indique que os efeitos das mudanças climáticas estejam acelerando o derretimento de geleiras, a vulnerabilidade do Himalaia para futuras tragédias ainda não foi totalmente avaliada pela comunidade internacional.

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O que sabemos?

  • Mais de 1.000 mortos na fronteira entre Nepal e China devido a uma avalanche.
  • Milhares de desaparecidos, incluindo muitos estrangeiros.
  • Deslizamento de gelo, rochas e lama foi causado possivelmente pelo aquecimento do clima.
  • Equipes de resgate estão ativamente buscando desaparecidos há dias.
  • Autoridades chinesas puniram pessoas por espalhar boatos sobre o número de mortos.

Fontes

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