Mulher de 65 anos usa IA para enganar homem e roubar R$ 130 mil na China
Golpe envolvendo identidade falsa e tecnologia preocupa especialistas em segurança digital
Uma idosa chinesa criou uma identidade fictícia usando inteligência artificial para convencer um empresário a transferir dinheiro por cinco meses, totalizando cerca de R$ 130 mil. O caso destaca os riscos do uso de IA em golpes virtuais.
Um caso inusitado de golpe virtual, revelado na China, chamou a atenção pelo uso de inteligência artificial (IA) para criar uma identidade falsa. Segundo informações divulgadas por uma fonte não oficial, uma mulher de 65 anos utilizou essa tecnologia para se passar por uma médica de 29 anos e enganar um empresário de 35 anos, que acabou transferindo aproximadamente R$ 130 mil ao longo de cinco meses, sem nunca ter a oportunidade de encontrá-la pessoalmente.
A história começou em 2021, quando Liu Hui, o empresário que trabalha na área de construção, conheceu Yu Xiuzhen em uma rede social. Segundo a investigação, ela afirmou ser médica de um hospital renomado em Xangai, além de dizer possuir influência em projetos de engenharia na mesma instituição. Liu acreditou na conexão, esperando que isso pudesse ajudá-lo a conquistar novos contratos, e assim iniciaram um relacionamento virtual. Entretanto, Yu alegava que seu paradeiro era impedido pela mãe e que só poderiam se encontrar depois que Liu pagasse um dote de 300 mil yuans (cerca de R$ 228 mil) e adquirisse um imóvel na cidade.
Durante o período em que se relacionaram, Liu transferiu cerca de 170 mil yuans (R$ 130 mil) para a suposta médica, sem nunca conseguir uma videochamada verdadeira, pois ela evitava atendê-lo alegando que sua mãe estava presente ou que o projeto de engenharia que ela prometera nunca avançou. Segundo a polícia chinesa, as suspeitas aumentaram quando Liu passou a desconfiar da veracidade das informações, sobretudo após perceber inconsistências nos vídeos publicados por Yu. Esses vídeos, ainda de acordo com a investigação, apresentaram marcas que indicavam o uso de IA para manipulação da aparência dela e também o uso de sua própria voz para interpretar a 'mãe' de Yu, justificando a impossibilidade de encontros presenciais.
As autoridades descobriram que Yu, na verdade, nasceu em 1961, tem 65 anos e trabalha como faxineira em um hospital, não como médica. Além disso, ela já tinha sido condenada por fraude anteriormente, cumprindo uma pena de quatro anos de prisão em 2009. Os investigadores apontaram que ela utilizou tecnologia de IA para criar uma aparência de jovem médica, modificando vídeos com recursos de edição digital. Os valores que ela recebeu foram gastos em cirurgias plásticas, produtos de beleza e roupas.
Apesar de toda essa complexidade, a mulher foi presa, e o caso serve como alerta para o crescente risco de golpes sofisticados com uso de inteligência artificial na internet. Ainda não há confirmação oficial de todas as alegações apresentadas, e o clube não se pronunciou oficialmente, assim como a polícia chinesa ainda não divulgou detalhes adicionais sobre o desfecho do caso. O que se sabe é que a prática mostra como a tecnologia pode ser usada tanto para avanços quanto para ações criminosas na esfera digital.
O que sabemos?
- Uma mulher de 65 anos criou uma identidade falsa usando IA na China.
- Ela fingiu ser médica de 29 anos e manteve um relacionamento virtual por cinco meses.
- O homem transferiu aproximadamente R$ 130 mil durante esse período.
- A mulher gastou o dinheiro com cirurgias plásticas, roupas e produtos de beleza.
- Ela foi condenada por fraude anteriormente, cumprindo pena em 2009.
Fontes
- G1 imprensa





