Policial

Mobilização em campus dos EUA reacende debate sobre proteção de vítimas de abuso sexual

Em apuração ?

Protestos na Universidade Cornell pedem investigação independente e mudanças na política de combate à violência no campus

Imagem: G1

Após denúncia de estupro coletivo contra estudante na Cornell, milhares de pessoas participaram de manifestações exigindo justiça, punições e melhorias no sistema de apoio às vítimas.

Uma onda de apoio à jovem que acusa sete estudantes de uma fraternidade na Universidade Cornell, nos Estados Unidos, de ter sido vítima de estupro coletivo, tomou as redes sociais e as ruas do campus na última semana, despertando atenção nacional. Segundo informações de uma fonte que acompanha o caso, muitas publicações com a frase "I am Jane Doe" têm circulado online, permitindo que vítimas compartilhem suas experiências e clamem por justiça, além de tentar proteger a identidade da vítima diante de tentativas de grupos que desejam divulgar o nome verdadeiro da jovem na internet.

De acordo com a fonte, o caso ganhou força após um jornal estudantil independente revelar uma ação judicial movida pela vítima contra a universidade, alegando que a instituição não teria tomado as providências necessárias para protegê-la. Ainda conforme a mesma fonte, a denúncia aponta que, em uma noite de outubro de 2024, a jovem foi até a alojamento de uma fraternidade masculina chamada Chi Phi, na esperança de encontrar um amigo. Lá, ela teria sido incentivada a consumir grandes quantidades de drogas e álcool, e posteriormente foi submetida a um estupro que, segundo o relato, durou quase sete horas. A denúncia também inclui capturas de tela de mensagens de um grupo da fraternidade, onde os estudantes acusados convidaram outros colegas a entrarem no quarto onde a vítima estava.

Na segunda-feira (5), o campus da universidade foi palco de uma grande manifestação, com centenas de pessoas protestando contra a condução do caso pela administração da instituição. Segundo fontes que participaram do ato, os manifestantes demandaram uma investigação externa, a realização de audiências independentes e a implementação de sanções padrão para casos de violência sexual. Ainda de acordo com um relatório, os protestos também trataram da necessidade de melhorar o treinamento da polícia universitária no atendimento às vítimas de assédio e abuso, além de pedir a renúncia do presidente da universidade, por considerarem a resposta da administração insuficiente. Testemunhas relataram que, durante a manifestação, houve episódios de vandalismo, como vidros quebrados e paredes pichadas.

A mobilização segue plural, incluindo relatos tanto de apoio quanto de críticas às instituições envolvidas, refletindo a complexidade de lidar com casos de violência sexual em ambientes acadêmicos. Ainda não há uma confirmação oficial sobre todas as acusações, e o clube Chi Phi ainda não se pronunciou oficialmente. A Universidade Cornell declarou, por meio de um comunicado, que está apurando o caso e que prioriza o bem-estar de suas estudantes, mas ainda não confirmou detalhes das ações judiciais ou os resultados de investigações internas, aguardando posicionamento oficial das autoridades envolvidas.

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O que sabemos?

  • Jovem acusa sete estudantes de estupro coletivo na Universidade Cornell
  • Denúncia relata que a vítima foi incentivada a consumir drogas e álcool antes do crime
  • Protestos ocorreram no campus pedindo investigação externa e punições rigorosas
  • Manifestantes também reivindicam melhorias na polícia universitária e renúncia do presidente da universidade
  • A jovem usou a estratégia do pseudônimo "Jane Doe" para proteger sua identidade

Fontes

  • G1 imprensa
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