Policial

Mistério e violência marcam história de propriedade na Louisiana após décadas de silêncio

Em apuração ?

Caso de assassinato, mortes passadas e fenômenos inexplicáveis cercam fazenda onde ocorreu crime não resolvido há quase 30 anos

Propriedade rural na Louisiana com tradição de violência e fenômenos inexplicáveis
Imagem: Aventuras na História

O caso de Dorothy Thompson, responsável por um cemitério em Louisiana, ficou conhecido após seu assassinato em 1985. Anos depois, revelações indicam uma história repleta de violência, mortes anteriores e eventos sobrenaturais.

Um episódio sombrio da história da Louisiana voltou à tona com a investigação do assassinato de Dorothy Thompson, responsável por administrar um cemitério na Paróquia de St. Bernard. Segundo informações divulgadas pelo portal Vanity Fair, ela foi encontrada morta em 1985, estrangulada e sufocada, com correntes amarradas ao corpo, e posteriormente jogada no rio Mississippi, numa área próxima à propriedade. O principal suspeito, apontado pela polícia local ao longo dos anos, foi Brandon Nodier, zelador do local, acusado de convencer Dorothy a transferir a propriedade para seu nome. Com o tempo, ela entrou na Justiça para anular essa transferência, o que teria motivado o crime, atualmente considerado por fontes como tendo sido confessado por Nodier em 2009 após uma testemunha relatar o relato do acusado. Em 2014, ele se declarou culpado por homicídio culposo, recebendo uma sentença de dez anos de prisão.

O que torna essa história ainda mais complexa é o histórico violento do próprio terreno. Segundo levantamento do documentarista escocês Philip Cairney, que conheceu o caso por meio da escritora Mikita Brottman, autor de um livro sobre o assunto, a área foi palco de episódios históricos de violência desde o século XIX, incluindo perseguições a populações indígenas por colonizadores brancos e o massacre de negros libertos durante o período da Reconstrução, em 1868. Além disso, o furacão Katrina, de 2005, causou prejuízos ao patrimônio da propriedade, destruindo grande parte do cemitério de animais ali localizado e comprometendo evidências importantes que poderiam esclarecer o caso de Dorothy.

Não foi só Dorothy Thompson quem enfrentou tragédias na propriedade. Relatos indicam que ela matou o primeiro marido, com um disparo de arma de fogo, em 1970, alegando legítima defesa. O segundo, morreu em 1978 após ser atingido por dois tiros nas costas; à época, o caso foi considerado suicídio pelas autoridades. A história, no entanto, não termina aí: episódios inexplicáveis também foram narrados por equipes de filmagens que trabalharam no local. Durante as gravações de um documentário, câmeras apresentaram problemas técnicos frequentes, como alternar entre foto e vídeo quando colocadas no chão, fenômenos que desafiam explicação racional, conforme relato do próprio diretor de fotografia. Além disso, há quem diga ter visto avistamentos de fantasmas, reforçando a aura de mistério que cerca essa propriedade.

Entre os animais sepultados na propriedade, destaca-se Sarita, uma cobra que chegou a ser exibida na televisão por Johnny Carson, fato que demonstra o vínculo peculiar do local com histórias extraordinárias. Ainda não há confirmação oficial sobre esses relatos paranormais ou sobre a possível relação entre os eventos históricos e a atmosfera do terreno, que guarda capítulos de violência, tragédias pessoais e supostos fenômenos sobrenaturais, deixando um rastro de mistério que persiste há mais de um século.

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O que sabemos?

  • Dorothy Thompson foi assassinada em 1985, estrangulada e jogada no rio Mississippi.
  • Brandon Nodier, zelador do local, confessou o crime em 2009 e foi condenado por homicídio culposo em 2014.
  • A propriedade tem uma história marcada por violência desde o século XIX, incluindo massacres de populações indígenas e negros.
  • Furacão Katrina destruiu parte do cemitério de animais na propriedade, prejudicando investigações.
  • Relatos de atividades paranormais e problemas técnicos em filmagens aumentam o mistério do local.

Fontes

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