Líder da Igreja da Unificação é condenada por corrupção na Coreia do Sul
Han Hak-ja recebe pena de dois anos de prisão por financiamento político e suborno ligados ao governo Yoon Suk Yeol
A chefe da Federação das Famílias para a Paz e Unificação Mundial, conhecida como Igreja da Unificação, foi condenada por crimes envolvendo dinheiro e artigos de luxo destinados a políticos e à ex-primeira-dama Kim Keon Hee.
Um tribunal da Coreia do Sul condenou nesta segunda-feira (31) Han Hak-ja, líder da Igreja da Unificação, a dois anos de prisão por envolvimento em crimes de corrupção relacionados a financiamento político e suborno. Segundo o Tribunal Distrital Central de Seul, Han, de 83 anos, ficou responsável por fornecer dinheiro e presentes luxuosos, como bolsas da Chanel e um colar de diamantes, à ex-primeira-dama Kim Keon Hee, numa tentativa de influenciar membros do governo do ex-presidente Yoon Suk Yeol.
Han Hak-ja é chefe da Federação das Famílias para a Paz e Unificação Mundial, uma organização religiosa amplamente conhecida como Igreja da Unificação. Conforme denúncia de uma equipe especial de promotores, que investigava Yoon e sua esposa Kim, Han teria atuado diretamente no financiamento político irregular, incluindo um repasse de 100 milhões de wons – o equivalente a aproximadamente US$ 72.934 – a um deputado do partido governista antes da eleição presidencial de 2022.
O tribunal impôs a Han a pena de um ano por violação da Lei de Fundos Políticos e mais um ano por seu papel no fornecimento dos produtos de luxo para Kim Keon Hee, todos entregues por meio de intermediários.
O que sabemos?
- Han Hak-ja, líder da Igreja da Unificação, foi condenada a dois anos de prisão por crimes relacionados a financiamento político e suborno.
- Ela forneceu dinheiro e artigos de luxo, como bolsas da Chanel e um colar de diamantes, à ex-primeira-dama Kim Keon Hee.
- Han foi responsável pelo repasse de 100 milhões de wons a um deputado do partido governista antes da eleição presidencial de 2022.
- A condenação inclui um ano por violação da Lei de Fundos Políticos e um ano por suborno envolvendo os artigos de luxo.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





