Novo laudo revela que a morte de soldado Gisele Santana não foi um suicídio
Perícia aponta intervenção de terceira pessoa na morte da policial, reforçando a hipótese de homicídio
Um exame complementar da Polícia Científica de São Paulo concluiu que Gisele Santana foi assassinada, descartando a hipótese de suicídio. O marido dela, o tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, permanece preso como principal suspeito.
A investigação que envolve a morte da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, deu um passo importante nesta semana ao apresentar um novo laudo elaborado pelo Instituto de Criminalística de São Paulo. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o documento reforça a tese de que Gisele não se matou, como inicialmente se especulava, mas foi vítima de um homicídio. A conclusão foi baseada na análise de manchas de sangue e demais vestígios encontrados na cena do crime, que, de acordo com o laudo, são incompatíveis com a hipótese de suicídio.
Gisele foi encontrada baleada na cabeça em seu apartamento na cidade de São Paulo em 18 de fevereiro. Apesar de as investigações iniciais apontarem para um possível suicídio, a perícia apontou que as características físicas do local e as marcas de sangue sugerem a intervenção de uma segunda pessoa na cena do crime. Ainda segundo o laudo, há indícios de divergências materiais entre a versão apresentada inicialmente e os vestígios analisados, reforçando a hipótese de um assassinato.
O caso tomou uma proporção mais grave ainda quando o próprio marido de Gisele, o tenente-coronel Gisela Rosa Neto, foi preso preventivamente em março, sob a acusação de feminicídio. Segundo a Polícia Civil, ele teria matado a esposa e forjado um cenário de suicídio para encobrir o crime. O tenente-coronel, que passou para a reserva em junho, responde atualmente a um processo na Justiça Militar, sendo que sua permanência na corporação depende de uma decisão final do Tribunal Militar. Ele permanece detido desde sua prisão, que ocorreu algumas semanas após a morte de Gisele.
O avanço na perícia foi divulgado nesta semana, após a análise detalhada de 13 pontos e imagens que sustentaram a denúncia contra o policial. A coletiva da polícia reforça a narrativa de que a morte de Gisele não foi um ato de desespero ou de suicídio, mas sim um homicídio doloso, ou seja, inspirado por intenção de matar. Apesar de ainda não ter sido confirmado oficialmente quem foi o autor do disparo, a polícia atribui o crime ao ex-marido, cuja posição na investigação foi reforçada pelos novos elementos técnicos apresentados.
Este episódio preocupante revive o debate sobre a violência contra a mulher e reforça a necessidade de uma investigação minuciosa, sobretudo quando há suspeitas que envolvem profissionais de segurança pública. O caso ainda aguarda desfecho na Justiça, mas o novo laudo certamente influencia as próximas etapas do processo, na esperança de que a verdade seja plenamente esclarecida e que a justiça seja feita para Gisele Santana.
O que sabemos?
- Laudo complementar indica que Gisele Santana foi assassinada, não se matou.
- Perícia apontou intervenção de uma segunda pessoa na cena do crime.
- Marido de Gisele, o tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, foi preso preventivamente em março.
- O policial responde por feminicídio e está na reserva, aguardando decisão do Tribunal Militar.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
- G1 imprensa
- CNN Brasil imprensa
- Agência Brasil fonte oficial





