Policial

Laudo confirma que policial militar foi assassinada e não se suicidou

Informações checadas ?

Perícia reforça teoria de homicídio e aponta intervenção de uma segunda pessoa na morte de Gisele Santana

Foto de Gisele Santana durante a investigação policial
Imagem: G1

Um novo laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo conclui que Gisele Alves Santana não cometeu suicídio, como inicialmente especulado. Polícia acusa o ex-marido, que está preso.

Um laudo complementar produzido pelo Instituto de Criminalística de São Paulo trouxe informações que podem mudar o entendimento sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. Segundo a perícia, elementos analisados no apartamento onde ela foi encontrada baleada na cabeça em fevereiro indicam que ela foi vítima de um assassinato, descartando completamente a hipótese de suicídio. O documento, divulgado pela CNN Brasil, reforça a acusação contra o ex-marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, que está preso desde março sob suspeita de feminicídio e que nega qualquer envolvimento.

De acordo com a perícia, o laudo analisou diversos detalhes, como manchas de sangue e vestígios físicos, além de registros fotográficos do local do crime. Segundo o documento, esses elementos eram incompatíveis com a versão inicial de que Gisele teria se suicidado, hipótese essa considerada falsificada na investigação. Ainda segundo a avaliação técnica, divergências materiais foram identificadas entre as versões apresentadas pela defesa do ex-marido e as provas materiais coletadas, o que reforça a tese de que ela foi vítima de intervenção de uma terceira pessoa.

O relatório aponta que as manchas de sangue em locais específicos do apartamento não condiziam com um ato de suicídio, levantando suspeitas sobre a presença de alguém mais na cena do crime. O laudo foi elaborado a pedido da defesa de Geraldo Rosa Neto e apresentado ao processo no dia 1º de setembro. O oficial, que passou para a reserva em junho, responde na Justiça Militar por esse crime, enquanto sua prisão é preventiva. Ainda não há confirmação oficial se o resultado dessa perícia irá influenciar na decisão final do caso ou na eventual condenação do suspeito.

Esse episódio, que teve grande repercussão na imprensa e envolveu também questões de violência de gênero, ainda aguarda desfecho judicial. A polícia reforça a teoria de que Gisele foi assassinada e que há a participação de uma segunda pessoa, embora detalhes do procedimento ainda não tenham sido totalmente esclarecidos ou confirmados publicamente. A investigação continua para apurar detalhes e possíveis motivações por trás do crime.

A revelação do novo laudo e a prisão do ex-marido fizeram com que o caso permanecesse no centro das discussões, suscitando debates sobre violência contra a mulher e a necessidade de investigação completa em casos como esse. A família de Gisele e entidades de proteção à mulher aguardam por mais esclarecimentos e por justiça definitiva.

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O que sabemos?

  • Laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo aponta que Gisele Santana foi assassinada, descartando suicídio.
  • O ex-marido, o tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, está preso desde março sob suspeita de feminicídio.
  • Perícia analisou manchas de sangue e vestígios, indicando intervenção de uma terceira pessoa.
  • A investigação reforça que não há divergências materiais na relação entre as provas físicas e a versão de suicídio.
  • Documento foi elaborado a pedido da defesa do suspeito e apresentado ao processo em setembro.

Fontes

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