Policial

Justiça condena ex-diretora de hospital por desvio de R$ 335 mil para apostas online

Em apuração ?

Decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca transferências reiteradas e suposta dependência em jogos como motivação para os desvios

Prédio da Fundação Municipal de Saúde em Mirassol d'Oeste
Imagem: CNN Brasil

Ex-diretora administrativa financeira da Fundação Municipal de Saúde Prefeito Samuel Greve, em Mirassol d'Oeste (MT), foi condenada por transferir indevidamente R$ 335.651,72 para contas pessoais. Ré alegou vício em jogos de apostas online para justificar os desvios, que ocorreram ao longo de dez meses.

Uma ex-diretora administrativa financeira da Fundação Municipal de Saúde Prefeito Samuel Greve, em Mirassol d'Oeste (MT), foi condenada pela Justiça do Mato Grosso por desviar R$ 335.651,72 dos cofres públicos para contas bancárias pessoais. Segundo o Tribunal de Justiça, a mulher realizou transferências reiteradas e sistemáticas durante aproximadamente dez meses. A decisão ressalta que não se tratou de um ato isolado ou erro eventual.

A ré, cuja identidade não foi divulgada, reconheceu as transferências, mas alegou que o motivo para a conduta ilícita seria uma dependência em jogos de apostas online, para sustentar o vício. De acordo com a denúncia do Ministério Público, sua conduta se enquadraria no artigo 9º, inciso XI, da Lei nº 8.429/1992, conhecida como Lei de Improbidade Administrativa.

O Ministério Público pediu ainda, além da condenação, a indisponibilidade dos bens da ex-diretora, o ressarcimento integral do dano causado à Fundação Municipal de Saúde e a aplicação da multa prevista no artigo 12, inciso I, da mesma lei. Também requereu o pagamento de R$ 170 mil a título de dano moral coletivo. A defesa da ré solicitou a gratuidade da justiça e pediu a improcedência da ação ou, caso contrário, a aplicação proporcional das sanções, alegando falhas na fiscalização da própria Fundação.

Segundo o Tribunal de Justiça, embora a dependência em apostas possa ajudar a explicar o motivo da conduta, não justifica os atos ilícitos, já que ela tinha ciência de que os valores pertenciam à Fundação e que a transferência configurava ato ilegal. Ainda não há pronunciamento oficial da Fundação Municipal de Saúde ou outras autoridades sobre o caso, que foi divulgado inicialmente pela CNN Brasil.

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O que sabemos?

  • A Justiça do Mato Grosso condenou uma ex-diretora administrativa financeira da Fundação Municipal de Saúde Prefeito Samuel Greve, em Mirassol d'Oeste (MT), por transferências indevidas de R$ 335.651,72 para contas pessoais.
  • As transferências ocorreram de forma reiterada e sistemática ao longo de aproximadamente dez meses.
  • A ré admitiu as transferências e alegou dependência em jogos de apostas online como motivação, mas a Justiça considerou que a conduta era ilícita e tinha ciência disso.
  • O Ministério Público pediu a indisponibilidade dos bens da ré, ressarcimento integral do dano, aplicação de multa e pagamento de dano moral coletivo de R$ 170 mil.
  • A defesa da ré pediu a gratuidade da justiça e contestou a ação, alegando falhas na fiscalização e solicitando a improcedência ou aplicação proporcional das sanções.
  • Ainda não houve pronunciamento oficial da Fundação Municipal de Saúde ou outras autoridades sobre o caso.

Fontes

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