Policial

Jovem fica com sequelas após acidente em montanha-russa no Hopi Hari

Em apuração ?

Investigações apontam traumatismo por contragolpe na atração Montezum, que resultou em grave lesão cerebral na visitante

Imagem de uma montanha-russa em parque de diversões com foco na estrutura de aço
Imagem: G1

Uma jovem sofreu uma lesão cerebral grave após passeio na montanha-russa Montezum, no Hopi Hari, levando a uma investigação sobre a segurança da atração, enquanto ela enfrenta uma recuperação de longo prazo.

Um caso chamou atenção para os riscos de acidentes em atrações de parques de diversões após uma jovem sofrer uma grave lesão cerebral na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, em São Paulo. Segundo fontes ligadas à apuração, a jovem, de 21 anos, experimentou um traumatismo cranioencefálico causado por um mecanismo conhecido na medicina como "contra-golpe" durante o passeio, ocorrido em abril deste ano. A lesão, que foi diagnosticada como hemorragia intracraniana e edema cerebral, fez com que ela fosse levada às pressas para a Santa Casa de Vinhedo, onde passou por uma cirurgia de emergência, uma craniectomia descompressiva, para aliviar o inchaço no cérebro.

Segundo o neurocirurgião ouvida na investigação, a força de aceleração e desaceleração da montanha-russa pode gerar movimentos internos no cérebro, mesmo sem impacto direto. “Apenas um movimento brusco de aceleração, desaceleração e rotação do crânio pode fazer a ruptura de vasos sanguíneos cerebrais, causando uma hemorragia intracraniana e levando a um edema cerebral, que foi o caso da Júlia em especial”, afirmou. O laudo médico aponta que, por causa do trauma, ela perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo, apresenta dificuldades na fala e tem falhas de memória, além de estar em recuperação há cinco meses, passando por fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

Após o incidente, Júlia permaneceu internada por 57 dias. Ela já passou por sete cirurgias e depende de tratamentos contínuos, enquanto enfrenta um longo processo de recuperação. Os familiares destacam que, além de dificuldades motora e na fala, ela ainda lida com impactos na memória. Ainda não há confirmação oficial sobre o que exatamente causou o traumatismo na atração, embora se saiba que outros acidentes na mesma montanha-russa tenham ocorrido ao longo do tempo. Historicamente, em 2014, um homem se tornou tetraplégico após um acidente na Montezum e faleceu em 2023 por complicações relacionadas à infecção urinária, embora o caso não tenha relação direta com o de Júlia.

O Hopi Hari declarou que a atração possui certificações de segurança e que segue todas as normas nacionais. Ainda assim, o Ministério Público de São Paulo investiga o caso e solicitou uma perícia na montanha-russa, buscando entender as circunstâncias do acidente. A operação do parque e os procedimentos de segurança continuam sendo questionados, já que a família da jovem acionou a Justiça em busca de respostas. A investigação ainda não concluiu se houve falha operacional ou outro fator que possa ter contribuído para o incidente, que voltou a prender a atenção sobre a segurança em parques de diversão no Brasil.

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O que sabemos?

  • Júlia sofreu traumatismo cranioencefálico por mecanismo de contragolpe durante passeio na montanha-russa Montezum.
  • Ela ficou internada por 57 dias, passando por uma craniectomia descompressiva.
  • A jovem tem dificuldades na fala, perdeu movimentos do lado esquerdo do corpo e ainda enfrenta recuperação extensa.
  • O Ministério Público de São Paulo investiga o caso e solicitou perícia na atração para apurar as circunstâncias.

Fontes

  • G1 imprensa
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