Investimento bilionário em defesa não impede ataques a infraestrutura na Arábia Saudita
Milhares de milhões de dólares não garantem proteção total contra movimentos militantes no Oriente Médio
Apesar de gastar mais de US$ 83 bilhões anuais em defesa, a Arábia Saudita enfrenta ataques frequentes por parte dos Houthis, que usam táticas sofisticadas com mísseis e drones do Irã.
Apesar de investir expressivos recursos em sua defesa, a Arábia Saudita continua vulnerável a ataques por parte dos Houthis, grupo rebelde apoiado pelo Irã que atua no Iêmen. Segundo uma fonte especializada, no ano passado o reino desembolsou US$ 83 bilhões, o que o posiciona entre os dez maiores países em gastos militares do mundo. Ainda assim, nas últimas semanas, hospitais, aeroportos e refinarias sauditas têm sido alvo de ataques com mísseis e drones, muitos deles conseguindo passar pelas defesas do país.
Segundo análises independentes, a estrutura de defesa do reino inclui sistemas de última geração adquiridos de países como Estados Unidos, França e Reino Unido, incluindo caças, mísseis Patriot e THAAD, além de várias camadas de proteção aérea. Apesar disso, as dificuldades crescentes revelam que nenhuma defesa sozinha consegue proteger toda a vasta rede de alvos sauditas, que se estende por aeroportos, oleodutos e áreas urbanas.
De acordo com especialistas, o desafio se agravou pelo fato de os Houthis adotarem estratégias cada vez mais complexas. Eles combinam o uso de mísseis balísticos de manobra com drones de longo alcance, tentando sobrecarregar os sistemas de defesa sauditas. Essa tática é comparable à utilizada por países como a Rússia em conflitos no exterior, incluindo ataques contra a Ucrânia, onde uma combinação de diferentes tipos de armas tem dificultado o rastreamento e a interceptação.
Segundo informações não oficializadas, os Houthis aprenderam a confundir os sistemas de defesa ao disparar mísseis em trajetórias baixas e ao usar foguetes manobráveis, o que aumenta a dificuldade de interceptação. Além disso, há relatos de que eles utilizam instalações móveis em áreas montanhosas do Iêmen, dificultando a precisão das respostas sauditas. Ainda não há confirmação oficial de toda a extensão dessas estratégias por parte do governo saudita ou das forças que atuam na região.
Desde 2015, denúncias indicam que o Irã estaria enviando armas e veículos aéreos não tripulados ao Iêmen, apesar de um embargo internacional de armas. Especialistas da ONU já identificaram restos de mísseis e equipamentos militares de origem iraniana utilizados pelos Houthis, o que reforça a tese de que há uma articulação entre Teerã e o grupo rebelde. Segundo fontes, a estratégia do Irã é fortalecer a resistência na região, buscando ampliar sua influência no Oriente Médio.
O que sabemos?
- Arábia Saudita gastou US$ 83 bilhões em defesa no último ano.
- Ataques frequentes por mísseis e drones do grupo Houthis.
- Sistema de defesa saudita inclui caças, mísseis Patriot e THAAD.
- Houthis adotam táticas sofisticadas, combinando mísseis balísticos e drones.
- Há indicações de origem iraniana dos armamentos utilizados pelos Houthis.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





