Investigações apontam esquema de lavagem de dinheiro ligado a condenado por tráfico internacional
Operação policial revela movimentações financeiras envolvendo empresários e criminosos ligados ao PCC
Segundo apuração do MP-SP, empresário usou esquema de compra e venda de dinheiro vivo por transferências bancárias, envolvendo indivíduo condenado por tráfico internacional, e utilizou intermediários na Grande São Paulo.
Uma nova investigação do Ministério Público de São Paulo revelou detalhes de um esquema suspeito de lavagem de dinheiro envolvendo empresários, um homem condenado por tráfico internacional e membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a denúncia protocolada pelo MP-SP, o empresário Eduardo Moreno Lopes estaria à frente de um esquema para transferir grandes quantidades de dinheiro, trocando valores em espécie por transações bancárias clandestinas na região da Grande São Paulo, área que concentra uma das maiores movimentações financeiras do país.
De acordo com as informações apuradas, Lopes teria feito depósitos em nome de empresas indicadas por um homem já condenado por tráfico internacional de drogas e suspeito de liderar uma quadrilha que adulterava combustíveis com metanol. Esse indivíduo, identificado como Ygor Daniel Zago e conhecido como Hulk, foi condenado a 29 anos de reclusão num esquema baseado no Porto de Santos e ligado ao PCC, embora Zago negue qualquer relação financeira com Lopes. Ainda segundo o relatório, as transações financeiras ocorreram em quatro momentos diferentes, em um intervalo de 35 dias, totalizando cerca de R$ 900 mil transferidos para duas contas bancárias. As operações foram acompanhadas minuto a minuto, com registros detalhados de ordens, valores, fracionamentos e comprovantes, presentes nas conversas de aparelhos apreendidos pelas autoridades.
Testemunhas e investigações anteriores indicam que a movimentação ilícita tinha a finalidade de mascarar a origem do dinheiro, além de fazer parte de um esquema maior de lavagem de recursos não declarados. Os envolvidos, incluindo o intermediário Manoel Sérgio Sanches, que se entregou à polícia em dezembro e atualmente responde por organização criminosa e lavagem de dinheiro, operavam numa rede clandestina que utilizaria transferências bancárias para dar aparência de legalidade aos valores em espécie recebidos por empresários e suspeitos. Lopes, que já possui uma prisão decretada, alega que qualquer relação com Zago estaria limitada à compra e venda de carros. Em nota, seu escritório de advocacia afirmou que ele
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa




