Policial

Hotel na Guiné Equatorial se torna presa brutal para imigrantes deportados pelos EUA

Informações checadas ?

Relatos apontam violência e condições desumanas em hospedagem que funciona como prisão clandestina

Hotel em ruínas na Guiné Equatorial onde imigrantes são mantidos como presos
Imagem: Folha de S.Paulo

Imigrantes deportados dos Estados Unidos na Guiné Equatorial são mantidos em condições precárias, com episódios de violência e alegações de abusos por parte das autoridades do país.

Segundo relatos de testemunhas e advogados, um hotel na Guiné Equatorial que foi transformado em uma espécie de prisão para imigrantes deportados dos Estados Unidos tem se tornado um verdadeiro pesadelo para as pessoas mantidas ali, muitas sem qualquer status legal no país. De acordo com as informações coletadas, dois homens deportados para o país africano pela administração Trump foram recentemente vítimas de agressões por policiais locais, que os encapuzaram, amarraram, espancaram com armas e ainda os empurraram escada abaixo.

As agressões ocorreram dentro do Hotel Bamy, uma construção em ruínas localizada nos arredores da cidade de Malabo, onde atualmente estão presos 29 homens e mulheres de diversas nacionalidades. Ainda segundo as fontes, esses atos de violência visaram impedir que os imigrantes relatem as condições degradantes e a crescente violência que favorece um verdadeiro clima de opressão dentro do estabelecimento. Testemunhas alegam que as autoridades brasileiras têm, há tempos, evitado prestar informações detalhadas sobre o que exatamente acontece no local, reforçando a sensação de impunidade.

Especialistas e defensores dos direitos humanos já alertaram para o risco de abuso nessa prática de deportação, especialmente após o governo dos Estados Unidos passar a enviar imigrantes para países considerados autoritários, como a Guiné Equatorial. Segundo o Departamento de Estado norte-americano, esse país é conhecido por violações dos direitos humanos, incluindo tortura e prisões arbitrárias, questões que potencialmente se reforçam com a operação de deportação coordenada entre os dois países.

O país, uma autocracia situada na costa ocidental da África, topou receber imigrantes deportados há algum tempo, mesmo sem ter um status legal oficial de residência para esses indivíduos. Como consequência, os deportados permanecem controlados no Hotel Bamy, que, segundo informações, encontra-se em péssimo estado de conservação, criando um ambiente de vulnerabilidade extrema. Ainda não há confirmações oficiais sobre o número exato de vítimas ou a extensão das agressões sofridas, mas a falta de resposta das autoridades locais e o silêncio do governo norte-americano sobre o assunto têm aumentado a apreensão internacional.

Até o momento, o clube não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido, e as investigações ainda estão em andamento. Em meio a essa situação, cresce a preocupação de que episódios semelhantes possam estar acontecendo em outros contextos de deportação, especialmente em países com histórico de violações de direitos humanos. A comunidade internacional segue atenta à questão, enquanto os imigrantes presos no Hotel Bamy aguardam por uma solução que – até agora – parece distante.

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O que sabemos?

  • Imigrantes deportados dos EUA na Guiné Equatorial estão presos em hotel em condições precárias.
  • Policiais agrediram e empurraram escada abaixo dois deportados recentemente.
  • Hotél Bamy, em Malabo, abriga 29 pessoas de diferentes países.
  • Violência e mau-trato são relatados por testemunhas.
  • Guiné Equatorial é conhecida por violações dos direitos humanos, incluindo tortura.
  • Episódios de agressão visam impedir relatos sobre as condições do local.

Fontes

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