Policial

O desafio da França na proteção de seu patrimônio artístico diante de uma onda de furtos

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Invasões a museus e igrejas aumentam preocupação com segurança cultural no país

Imagem de uma obra de arte roubada de um museu na França
Imagem: Folha de S.Paulo

Desde outubro passado, a França enfrenta uma série de roubos que atingem museus, igrejas e coleções privadas, levando autoridades a um cenário de alerta e debates sobre a vulnerabilidade do patrimônio cultural.

Uma crescente onda de invasões e furtos tem alarmado as autoridades culturais e policiais na França, atingindo museus, igrejas e coleções particulares em diversas regiões do país. Segundo fontes próximas às investigações, desde um assalto spectacular ao Louvre no mês de outubro passado, a quantidade de incidentes de roubo de obras de arte, relíquias e objetos históricos aumentou consideravelmente.

Na última terça-feira, um museu localizado na Riviera Francesa foi invadido por criminosos que conseguiram fugir com duas pinturas do mestre impressionista Pierre-Auguste Renoir, uma notícia que chamou atenção justamente no momento em que o presidente Emmanuel Macron presidia uma conferência sobre a preservação do cinema francês, a poucos quilômetros dali. Ainda não há confirmação oficial das identidades dos suspeitos ou detalhes sobre o valor das obras roubadas, mas fontes afirmam que o episódio evidencia a fragilidade do sistema de proteção contra delitos culturais.

O roubo na Riviera, que entrou na lista de incidentes que incluem porcelanas chinesas, cruzes huguenotes, moedas de ouro e prata, além de peças de joalheria art nouveau, demonstra a amplitude da crise. Além disso, objetos de valor sentimental ou histórico, como uma camisa usada pelo futebolista Zinedine Zidane na Copa do Mundo, também foram levados de pequenos museus e coleções particulares ao longo do país. O fenômeno se estende além das instituições culturais, atingindo igrejas onde cálices, patenas e relíquias religiosas foram também alvo de criminosos.

Segundo Théo Caviezel, prefeito de Langres, pequena cidade no leste da França, a situação tem causado uma "psicose coletiva" entre os moradores e autoridades. Ele explica que a vulnerabilidade cresce à medida que quadrilhas cada vez mais violentas invadem em plena luz do dia, dificultando a proteção do patrimônio. Os especialistas e policiais estão preocupados com o aumento da periculosidade desses grupos e a dificuldade de garantir a segurança do acervo cultural francês diante de uma ameaça crescente. Ainda assim, as investigações continuam e o governo francês afirma estar empenhado em reforçar as medidas de segurança, embora detalhes específicos dessas ações ainda não tenham sido divulgados oficialmente.

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O que sabemos?

  • O furto na Riviera ocorreu na terça-feira passada.
  • O presidente Emmanuel Macron presidia uma conferência sobre a arte cinematográfica na mesma região no momento do furto.
  • Desde o assalto às joias do Louvre, em outubro passado, uma série de roubos tem ocorrido em museus, igrejas e coleções particulares na França.
  • Objetos de grande valor artístico e sentimental têm sido furtados, incluindo obras de arte, relíquias religiosas e peças de joalheria.

Fontes

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