Policial

Descoberta de Ferrari enterrada na Califórnia levanta mistérios e reaviva histórias antigas

Em apuração ?

Veículo aparentemente bem conservado foi encontrado por crianças em Los Angeles, mas detalhes revelam uma história complexa de furto e negligência

Ferrari Dino enterrada no quintal de uma casa na Califórnia, altura da descoberta
Imagem: CNN Brasil

Uma Ferrari Dino de 1974 foi encontrada enterrada no quintal de uma casa na Califórnia, após crianças cavarem na lama. Investigações revelam que o carro tinha sido roubado há anos e passou por tentativas de ocultação pelos criminosos.

Em uma cena que mistura mistério e nostalgia, uma Ferrari Dino 246 GTS de cor verde metálica foi descoberta enterrada no quintal de uma casa na região de West Athens, na Califórnia, em 1978. Segundo relatos da época, um grupo de crianças brincava na lama quando suspeitaram de uma estrutura dura sob o solo, o que levou à descoberta do veículo parcialmente enterrado. A história, inicialmente divulgada pelo Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles e repercutida na imprensa local, contou que o carro foi encontrado embalado em plásticos e com toalhas em todas as aberturas para evitar a entrada de animais. Na época, o veículo foi avaliado em cerca de US$ 18 mil e considerado surpreendentemente bem conservado, apesar do tempo sob a terra.

Entretanto, investigações posteriores e relatos de um jornalista especializado em carros antigos revelaram detalhes que podem alterar a narrativa inicial. Segundo o jornalista, o carro pertencia a Rosendo Cruz, um encanador que comprou a Ferrari por US$ 22,5 mil na concessionária Hollywood Sports Car em 1974. Segundo ele, o plano era presentear a esposa, mas o veículo foi roubado apenas dois meses após a aquisição, enquanto o casal celebrava seu aniversário de casamento em um restaurante. Desde então, o carro desapareceu sem deixar pistas, até ser encontrado enterrado alguns anos depois. Ainda não há confirmação oficial de que o documento do veículo, com o chassi 07862 e placa 832 LJQ, seja realmente do carro inicialmente mencionado, nem de sua atual propriedade ou destino.

O estado do automóvel, segundo inspeções realizadas anos após a descoberta, revela uma condição bastante deteriorada. Fungos, buracos de ferrugem, corrosão e calotas destruídas indicam que o veículo passou por anos de negligência e exposição a elementos climáticos enquanto estava sob a terra. As rodas e exaustores, por exemplo, estavam completamente corroídos e preenchidos por lama, e os vidros, que haviam sido cobertos por toalhas, não estavam totalmente fechados, o que evidencia uma tentativa de ocultação por parte de quem enterrou o carro. Ainda há uma dúvida sobre as motivações e os suspeitos envolvidos na ação, pois nenhuma testemunha ou vizinho afirmou ter visto algum movimento suspeito na área antes ou depois do furto, nem na época do enterro.

Por ora, o episódio permanece cheio de detalhes não confirmados, incluindo a origem exata do veículo, se de fato ele foi roubado ou se há outros fatores envolvidos. O que se sabe é que a história da Ferrari enterrada retoma o interesse pelo caso de veículos clandestinamente escondidos, revelando como aspectos como negligência, furto e tentativas de ocultação podem transformar uma história de sucesso em uma lenda urbana repleta de dúvidas. As investigações continuam, aguardando novos desfechos e confirmações oficiais, enquanto o mistério de 'Dino', como apelidaram o carro, permanece na memória das pessoas que acompanharem a história.

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O que sabemos?

  • Ferrari Dino 246 GTS encontrada enterrada na Califórnia em 1978.
  • Carro foi avaliado inicialmente em US$ 18 mil e considerado bem conservado.
  • Pertencia a Rosendo Cruz, comprado em 1974 por US$ 22,5 mil, e foi roubado dois meses depois.
  • A descoberta foi feita por crianças cavando na lama, usando um trator para escavar totalmente o veículo.
  • Estado do carro revela fungos, ferrugem e corrosão, indicando anos sob a terra.

Fontes

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