Policial

Ex-padrasto é indiciado por feminicídio na morte da adolescente Alice em Encantado

Em apuração ?

Após confissão, ex-padrasto de 40 anos é acusado formalmente pela Polícia Civil

Casa em Encantado onde ocorreu o crime envolvendo Alice Nitz
Imagem: G1

Alice Nitz, de 14 anos, foi morta a facadas em agosto na casa do ex-padrasto, que exercia controle psicológico sobre ela. O caso gerou comoção na cidade e envolve relatos sobre a relação da vítima com a família.

O ex-padrasto de Alice Nitz, adolescente de 14 anos morta a facadas no dia 17 de agosto na cidade de Encantado, no Vale do Taquari, foi indiciado pela Polícia Civil pelo crime de feminicídio. Wagno Arezi Henika, de 40 anos, confessou ter cometido o crime e foi preso preventivamente no dia seguinte ao ocorrido, segundo a delegada Dieli Caumo, responsável pela investigação.

De acordo com a delegada, o inquérito concluído e enviado ao Judiciário na quinta-feira (27) comprova que o homicídio não foi motivado por legítima defesa nem decorreu de outras circunstâncias que poderiam caracterizar vicariato, reforçando o enquadramento por feminicídio. "Mantivemos esse indiciamento em função dos elementos, dos indícios que nós colhemos, depoimentos de que realmente não foi vicariato", afirmou Dieli Caumo em entrevista concedida na última segunda-feira (31).

O ex-padrasto exercia uma posição de controle e violência psicológica sobre Alice, que o tratava como se fosse seu pai, conforme revelaram as investigações preliminares. O relacionamento dessas características no contexto do crime intensifica a gravidade da situação, característica marcante em crimes classificados como feminicídio.

Alice estudava na Escola Jardim do Trabalhador e participava de atividades culturais e esportivas locais, integrando um grupo de dança tradicionalista e atuando como jogadora de futsal no clube Fênix FC, que manifestou solidariedade diante do caso. A jovem possuía uma rotina ativa dentro da comunidade escolar e esportiva de Encantado, o que torna o crime ainda mais impactante para a cidade.

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O advogado Márcio Arcari, responsável pela defesa de Wagno, não havia se pronunciado oficialmente até a última atualização desta reportagem. A Polícia Civil permanece à disposição para esclarecimentos e aguarda o andamento judicial do processo relacionado ao crime.

O crime gerou comoção local e chama a atenção para a urgência de políticas e ações de prevenção à violência contra crianças e adolescentes, especialmente no que diz respeito ao controle psicológico e negligência familiar que antecedem muitos casos de agressões fatais.

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O que sabemos?

  • Alice Nitz, de 14 anos, foi morta a facadas em 17 de agosto na casa do ex-padrasto em Encantado.
  • Wagno Arezi Henika, 40, confessou o crime e foi preso preventivamente no dia 18 de agosto.
  • A Polícia Civil indiciou Wagno por feminicídio e enviou o inquérito ao Judiciário em 27 de agosto.
  • A vítima considerava Wagno como pai, mas ele exercia controle e violência psicológica sobre ela.

Fontes

  • G1 imprensa
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