Ex-ladrão de arte que roubou Museu Van Gogh ajuda na recuperação de obras, questionando segurança de museus famosos
O internacionalmente conhecido criminoso aposentado se declara auxiliar na busca por obras roubadas, incluindo um incidente recente no Louvre
Octave Durham, ex-ladrão de arte que invadiu o Museu Van Gogh em 2002, atualmente atua ajudando a recuperar obras roubadas usando seus contatos no submundo. Sua presença levanta perguntas sobre a segurança de museus de destaque, especialmente após o roubo no Louvre.
O ex-ladrão de arte Octave Durham, conhecido por sua história de crimes envolvendo obras de mestre e sua posterior transformação em colaborador na recuperação de obras roubadas, voltou a chamar a atenção neste ano, ao fazer uma provocação ao Louvre, um dos museus mais famosos do mundo. Segundo Durham, que se descreve em sua conta do Instagram como o "Lupin holandês", ele questiona: "Por que eles não me procuram para fazer a segurança?". Aos 53 anos, Durham não é um especialista em segurança ou um guarda treinado, mas traz uma vasta experiência na área do crime artístico, tendo invadido o Museu Van Gogh de Amsterdã em 2002, quando roubou duas pinturas do artista pós-impressionista. Ainda segundo ele, após esse crime, vendeu as obras a um chefe do crime organizado, que foi posteriormente encontrado com as peças.
Atualmente, Durham trabalha com o detetive particular holandês Arthur Brand, conhecido como o “Indiana Jones do mundo da arte”. Brand confirmou que Durham foi essencial na recuperação de uma obra roubada do artista Van Gogh, retirada de um museu holandês em 2020, intitulada “Jardim da Primavera”. O criminoso aposentado teria entregado a peça a Brand em uma sacola azul de uma loja de decoração, o que levou às autoridades de forma rápida. Além disso, o detetive revelou que Durham também foi fundamental na recuperação de uma obra de Pieter Brueghel, roubada na Polônia na década de 1970, e de uma pintura saqueada de uma família judia pelo nazista Hermann Göring, entre outros casos.
Durham afirma que nunca recebe pagamento por seus trabalhos, alegando que sua motivação é a diversão e o desejo de fazer as pessoas felizes. Ele reforça, com certa ironia, que não é um informante, mas um “contato”, deixando claro que não fala com a polícia. Já Brand, por sua vez, reforça que essa colaboração voluntária ajuda a solucionar crimes de roubo de obras de arte que, mesmo com maior investimento em segurança atualmente, continuam sendo alvo de criminosos cada vez mais instruídos. Sua parceria com Durham mostra o quanto o submundo da arte ainda é movimentado por indivíduos que, mesmo aposentados, têm conhecimento profundo do mercado ilícito e podem ajudar a recuperar patrimônios ameaçados.
O quadro de crimes recentes de museus na França também tem chamado atenção internacional. Ainda não oficialmente confirmado, mas divulgado pela CNN Brasil, uma fonte afirmou que, pouco tempo após um roubo de obras no Louvre no ano passado — onde ladrões levaram peças valiosas da era napoleônica em plena luz do dia — outro museu francês foi vítima de um furto de moedas de ouro e prata avaliado em mais de US$ 100 mil (cerca de R$ 500 mil). O especialista em segurança de museus na Bélgica afirmou que, apesar do aumento no investimento em segurança, os criminosos estão se tornando mais experientes, realizando ensaios e estudando rotas de fuga com antecedência. Isso evidencia que, enquanto os museus tentam reforçar suas defesas, os ladrões também evoluem e continuam a desafiar a proteção das obras de valor inestimável.
O que sabemos?
- Octave Durham foi um ladrão de arte que invadiu o Museu Van Gogh em 2002, roubando duas pinturas.
- Durham agora ajuda a recuperar obras roubadas, usando contatos no submundo.
- Ele trabalhou com o detetive Arthur Brand para recuperar obras de Van Gogh, Pieter Brueghel e uma pintura saqueada pelo nazista Hermann Göring.
- Durham afirma que não recebe pagamento pelos seus trabalhos de recuperação.
- Recentemente, museus na França foram vítimas de roubos, incluindo obras e moedas valiosas.
- Especialistas afirmam que criminosos estão se tornando mais instruídos e estudando rotas de fuga, apesar do aumento na segurança.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





