Empresa condenada por atropelamento de estudante em 2013 busca liberdade para recomeçar
Após 13 anos, empresário deseja abrir loja de veículos ou atuar na construção civil ao deixar a prisão, enquanto sua progressão de regime é avaliada.
Alexsandro Ichisato, condenado por homicídio em Ribeirão Preto, manifesta intenção de retomar atividades comerciais assim que for liberado, apesar de parecer desfavorável do Ministério Público.
Segundo fontes do sistema penitenciário, o empresário Alexsandro Ichisato, condenado pelo atropelamento que resultou na morte do estudante Marcos Delefrate em 2013 durante manifestações em Ribeirão Preto, está atualmente na fase final de avaliação para obter o regime semiaberto. Os exames realizados em 24 de agosto na Penitenciária Compacta de Tupi Paulista, após quase um ano de espera, visam verificar se ele preenche os requisitos para essa transição. Ainda não há uma decisão definitiva, pois o parecer do Ministério Público, emitido em 18 de setembro, é contrário ao benefício, alegando riscos e infrações cometidas por Ichisato na prisão.
De acordo com a avaliação social, o réu demonstrou bom comportamento recente na prisão, o que, em teoria, o qualificaria para a progressão. A assistente social responsável declarou que Ichisato pretende retornar ao convívio familiar em Ribeirão Preto e recomeçar no setor de compra e venda de veículos ou na construção civil. A declaração reforça o desejo do condenado de retomar sua vida profissional assim que possível. Contudo, a avaliação psicológica revelou alguns traços de personalidade impulsiva e uma aceitação parcial da culpa, aspectos que podem influenciar na decisão judicial.
Desde a condenação, que ocorreu após redução de sua pena pelo Tribunal de Justiça de São Paulo para 18 anos e 8 meses, Ichisato cumpre atualmente 13 anos, considerando que mais de dois terços do período total já foram cumpridos. Apesar disso, o parecer do Ministério Público, assinado pelo promotor Lincoln Gakiya, argumenta que o risco de fuga e o histórico de faltas disciplinares, inclusive uma em 2022, justificam a rejeição ao benefício. A defesa do empresário, por outro lado, contesta essa opinião, alegando que ele atende a todos os requisitos legais para a progressão, incluindo o bom comportamento e o cumprimento do tempo mínimo necessário.
O advogado de Ichisato afirmou que a decisão final depende do entendimento da Justiça, e que o direito à progressão é garantido desde que o réu cumpra as exigências previstas em lei. Ainda não há uma previsão exata de quando a Justiça se pronunciará oficialmente sobre o pedido, o que mantém o caso sob forte atenção. A controvérsia em torno do benefício revela as complexidades jurídicas que envolvem condenados por crimes graves, sobretudo quando há intenção de reinserção social alegada pelos próprios presos.
O que sabemos?
- Alexsandro Ichisato deseja abrir uma loja de veículos ou atuar na construção civil ao deixar a prisão.
- Exames para avaliação do regime semiaberto foram realizados em 24 de agosto de 2026.
- O Ministério Público é contra a concessão do benefício, alegando riscos e infrações anteriores.
- A avaliação social indica bom comportamento recente na prisão, mas a avaliação psicológica mostra traços impulsivos e culpa parcial.
- Ichisato cumpriu 13 anos de prisão, mais de dois terços da pena de 18 anos e 8 meses.
Fontes
- G1 imprensa




