Policial

Novas descobertas reabrem mistério sobre a morte de sobrinha de Hitler

Em apuração ?

Documentos recém-descobertos sugerem que Angela 'Geli' Raubal pode ter morrido antes do que se acreditava há quase um século

Foto de Angela 'Geli' Raubal, sobrinha de Hitler
Imagem: CNN Brasil

Pesquisadores alemães encontram registros que questionam a versão oficial sobre a morte de Geli Raubal em 1931, levantando dúvidas sobre a narrativa do suicídio e a presença de Hitler na cena dos fatos.

Recentes descobertas de documentos de arquivo na Alemanha estão trazendo à tona uma possível reavaliação sobre a morte de Angela "Geli" Raubal, sobrinha de Adolf Hitler, ocorrida em 1931. A narrativa oficial sempre afirmou que ela foi encontrada morta por um disparo de arma de fogo em seu apartamento em Munique, e que Hitler não estaria na cena, pois tinha saído para Nuremberg na mesma manhã. No entanto, um historiador alemão, Harold Sandner, divulgou que encontrou registros oficiais que apontam a morte de Raubal como ocorrida às 10h15 do dia 18 de setembro daquele ano, um dia antes do que havia sido registrado até então.

Segundo Sandner, esses documentos — ainda não oficialmente confirmados por outras fontes — indicam que a investigação policial teria registrado o corpo de Raubal já na manhã do dia anterior, enquanto Hitler teria permanecido em Munique até a tarde, contrariando a cronologia estabelecida há quase um século. Os registros mostram que ele saiu de Munique apenas na tarde de 18 de setembro, o que, se confirmado, sugeriria que Hitler poderia estar na cidade no momento da morte. Além disso, Sandner sugere que esses documentos podem indicar um possível encobrimento por parte de autoridades simpatizantes do Partido Nazista, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada oficialmente.

Antes dessas revelações, a versão aceita era de que Georg Winter, criado pessoal de Hitler, teria encontrado o corpo de Geli Raubal na manhã de 19 de setembro, após arrombamento da porta do quarto dela, que estava trancada por dentro. A polícia de Munique, na época, informou o mesmo, e registros oficiais indicam que Hitler já tinha partido rumo a Nuremberg na tarde do dia 18. Contudo, a controvérsia levantada pelos novos documentos está levantando dúvidas sobre essa cronologia, incluindo a possibilidade de um erro administrativo ou até de um encobrimento de um eventual crime.

Thomas Weber, renomado professor de história e especialista na Alemanha nazista, afirmou à CNN que conhece Harold Sandner há muitos anos e que considera suas descobertas bastante meticulosas. Weber mencionou que, se tais documentos forem autênticos — o que ele acredita ser o caso —, eles podem contestar seriamente a narrativa do suicídio e reverter a compreensão vigente sobre o evento. O pesquisador ainda ressaltou que, apesar de ainda não haver uma confirmação definitiva oficial, essas descobertas abrem espaço para novas investigações e análises, que poderão alterar a história que conhecemos há quase um século.

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O que sabemos?

  • Documentos de arquivo indicam que a morte de Geli Raubal pode ter ocorrido um dia antes do registrado oficialmente.
  • Registros apontam que Hitler ainda estava em Munique na manhã da morte, o que implica que ele poderia estar presente na cidade.
  • A data oficial de falecimento é 19 de setembro de 1931, mas novos registros sugerem 18 de setembro.
  • Há indícios de possível encobrimento por parte de autoridades nazistas na época, segundo o historiador Harold Sandner.
  • A descoberta ainda não foi oficialmente confirmada por todas as fontes, e há expectativa para possíveis futuras revelações.

Fontes

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