Policial

Tensões na fronteira entre Coreias aumentam com denúncia de minas instaladas pelo Norte

Em apuração ?

Coreia do Sul acusa a vizinha de sabotagem na zona de conflito, enquanto Doutrina Militar reforça a sensível situação de paz na região

Soldados sul-coreanos em zona de fronteira, com vigilância militar ao fundo
Imagem: CNN Brasil

Segundo fontes militares sul-coreanas, minas antipessoais colocadas pela Coreia do Norte causaram ferimentos a dois soldados do lado sul, em uma ação que intensifica a escalada de tensões na fronteira

Na manhã desta segunda-feira, a Coreia do Sul afirmou que uma explosão recente na fronteira com a Coreia do Norte deixou dois de seus soldados gravemente feridos, e atribuiu a responsabilidade às minas instaladas pela vizinha do norte. Segundo o vice-presidente do Estado-Maior Conjunto sul-coreano, Kwon Dae-won, as minas, de plástico, teriam sido colocadas pelo Norte sob o pretexto de realizar a chamada 'fortificação da fronteira'.

De acordo com as informações divulgadas, a explosão ocorreu próximo à Linha de Demarcação Militar, na Zona Desmilitarizada, uma faixa de aproximadamente 4 quilômetros que separa os dois países. Ainda segundo a fonte, a mina que causou os ferimentos teria sido instalada cerca de um ano atrás, evidenciando uma estratégia de reforço terrestre por parte da Coreia do Norte, que vem mobilizando até 7 mil trabalhadores ao longo do ano para atividades de instalação de minas e cercas na fronteira. A investigação conjunta com militares dos Estados Unidos e das Nações Unidas apontou que houve cerca de 50 incidentes de travessia da fronteira, aumentando o clima de tensão na região.

O episódio reforça a história de rivalidade e conflito entre as duas Coreias, que continuam tecnicamente em guerra, já que o conflito de 1950 a 1953 terminou apenas com um armistício, sem um tratado de paz formal. O Comando das Nações Unidas, responsável por monitorar a zona, confirmou a identificação de uma mina antipessoal no lado sul-coreano da Linha de Demarcação, classificando a presença da mesma como uma violação do armistício. Na mesma linha, Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, rejeitou as acusações da Coreia do Sul nesta semana, chamando-as de 'infundadas' e negando qualquer responsabilização de seu país, além de criticar o pedido de desculpas feito por Seul.

Por ora, o governo sul-coreano mantém a investigação aberta e ainda não confirmou oficialmente a origem das minas, assim como o Norte ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio. A situação mostra o atual momento de fragilidade na relação entre as duas nações, com escalada de medidas militares e acusações mútuas, o que preocupa integrantes da comunidade internacional quanto à estabilidade na península coreana.

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O que sabemos?

  • O Sul acusa o Norte de colocar minas antipessoais na fronteira.
  • Dois soldados sul-coreanos ficaram gravemente feridos na explosão.
  • A mina teria sido instalada há aproximadamente um ano.
  • A investigação conjunta identificou cerca de 50 incidentes de travessia da fronteira.
  • Kim Yo Jong rejeitou as acusações sul-coreanas e negou envolvimento do Norte.

Fontes

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